Empresas incentivadas pelo FDI geram mais de 133 mil empregos

4 de fevereiro de 2026 - 13:06 # # #

Ascom Adece - Texto e Fotos

Número concentra parcela de 41% das vagas na indústria cearense

O Ceará encerrou 2025 com mais de 133 mil empregos formais gerados por empresas incentivadas pelo Governo do Estado, por meio do Fundo de Desenvolvimento Industrial (FDI). De acordo com levantamento da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), responsável pela operacionalização do fundo, este é o maior resultado registrado desde 2020 e também representa um crescimento de 3% em relação ao ano de 2024.

Há 27 anos, Francisca Vasconcelos viu na indústria calçadista a oportunidade que precisava para melhorar de vida e criar sua primeira filha. “Eu trabalhava em casa de família e engravidei quando era menor de idade. Quando engravidei, não tinha condições de criar minha filha, então, fui em busca de algo melhor pra mim”, explica. O ano era 1999 e Francisca conseguia seu primeiro trabalho formal em uma fábrica de calçados recém-chegada ao município de Itapajé.

Assim como Francisca, milhares de cearenses têm suas trajetórias transformadas pelas oportunidades geradas por empresas incentivadas pelo Governo do Estado. Esses empreendimentos exercem papel estratégico na geração de empregos, com destaque para os setores calçadista (54.922 postos), de produtos alimentícios (16.111), têxtil (10.884), varejo (6.960) e metalurgia (6.249).

“O nosso compromisso é fazer o desenvolvimento chegar à vida das pessoas. Quando fortalecemos a indústria e criamos um ambiente seguro para quem investe no Ceará, estamos garantindo emprego, renda e dignidade para milhares de famílias. Os números mostram que a política de incentivos do Estado cumpre esse papel, ao gerar oportunidades e reduzir desigualdades regionais”, afirmou o governador Elmano de Freitas.

De acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), no acumulado de 2025 até dezembro, as empresas beneficiadas por incentivos respondem por mais de 41% dos empregos formais gerados no setor industrial do Ceará, evidenciando a relevância dessa política para o desenvolvimento econômico e social do Estado.

“Eu passei por muitas dificuldades, pois eu era mãe solteira, mas consegui dar o sustento necessário que minha filha precisava por meio do meu emprego. (…) Quando ela ficou maior de idade (a filha), ela também ingressou no ramo calçadista. E daqui, ela conseguiu fazer faculdade, se formar como professora e hoje atuar na área dela”, conta a profissional que, atualmente, faz parte do quadro de colaboradores da Dilly Sports.

A Dilly iniciou suas operações no município de Itapajé em 2024 e, desde então, vem fortalecendo a economia local. Atualmente, a empresa gera cerca de 1.700 empregos formais e mantém uma produção média de aproximadamente 12 mil pares de sapatos por dia. Além da capacidade produtiva, o empreendimento se destaca pelo investimento contínuo na qualificação da mão de obra local e pela valorização da cadeia produtiva cearense, adquirindo cerca de 25% de sua matéria-prima de fornecedores locais.

Política de incentivos

Para o presidente da Adece, Danilo Serpa, o bom desempenho da geração e manutenção de empregos reflete a efetividade da política de incentivos fiscais adotada pelo Estado. “A política de incentivos liderada pelo governador Elmano de Freitas vai além da atração de empresas. Ela promove desenvolvimento regional, fortalece cadeias produtivas e amplia oportunidades de emprego em todo o Ceará. Quando uma fábrica é instalada em um município, ela transforma a região como um todo e movimenta outros negócios. Os números de 2025 comprovam que essa estratégia tem impacto direto na geração de renda das famílias cearenses e no fortalecimento da economia estadual”, destaca.

O levantamento feito pela Adece ainda mostra que os empregos gerados por empresas incentivadas pelo FDI apresentam maior participação, em comparação aos demais empregos com carteira assinadas, nas regiões do Sertão de Crateús (33,40%), Litoral Oeste/Vale do Curu (30,71%), Sertão de Canindé (24,62%), Sertão de Sobral (21,91%) e Vale do Jaguaribe (19,89%).

“O crescimento da indústria e a solidez na criação de postos de trabalho são frutos diretos do empenho do governador Elmano de Freitas em modernizar nossa economia e os excelentes resultados refletem isso. Ele tem sido incansável na articulação de políticas públicas que garantem segurança jurídica e competitividade ao nosso Estado. Como resultado dessa visão estratégica, o Ceará se consolida hoje como um destino seguro para o capital privado, onde o desenvolvimento caminha lado a lado com a geração de emprego e renda para o nosso povo”, afirma o secretário do Desenvolvimento Econômico do Ceará (SDE), Domingos Filho.

Qualificação

Com mais de 27 anos de atuação, a fábrica cearense de suplementos e cosméticos Biódis é um exemplo de empresa incentivada que alia geração de empregos qualificados a melhores níveis de remuneração. Localizada no município do Eusébio, a indústria conta com uma equipe multidisciplinar formada por nutricionistas, farmacêuticos, químicos e engenheiros químicos.

Presente em todo o território nacional, a empresa tem planos de expansão para o mercado internacional. Somente em 2025, a Biódis investiu cerca de R$ 2 milhões em pesquisa e desenvolvimento, por meio da implantação de um laboratório analítico próprio. A nutricionista Bárbara Cavalcanti, coordenadora de nutrição da empresa, destaca a estabilidade proporcionada pelo emprego na indústria.

“Tenho a segurança de um salário fixo e de todos os direitos trabalhistas, sem a preocupação constante de captar clientes. Além disso, as empresas mais conhecidas do setor estão concentradas no Sul e Sudeste. Por isso, é uma grande honra fazer parte de uma indústria genuinamente cearense, com estrutura de ponta”, comemora.

Em 2025, o setor químico respondeu por mais de 3.900 empregos formais gerados por empresas incentivadas no Ceará, o equivalente a mais de 3% dos postos industriais vinculados ao FDI. De acordo com o último Caged, divulgado nesta quinta-feira (29), o setor registrou 7.151 empregos formais no Estado, dos quais 54,9% foram gerados por empresas beneficiadas por incentivos fiscais do Estado.