Ceará amplia uso do Mercado Livre de Energia em prédios públicos e prevê economia de até R$ 19 milhões ao ano
13 de março de 2026 - 10:39 #infraestrutura #Mercado Livre de Energia #prédios públicos
Erivelton Celedônio - Ascom Seinfra - Texto
Tiago Stille/Casa Civil, Funceme e SOP - Fotos

O Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Infraestrutura (Seinfra), segue ampliando a migração de prédios e equipamentos públicos para o Mercado Livre de Energia, iniciativa pioneira entre os estados brasileiros e que alia redução de custos ao uso de energia limpa. Com os 130 equipamentos já contemplados até o fim de 2025 e outras 61 unidades previstas para este ano, o Estado deverá alcançar 191 prédios públicos abastecidos nesse novo modelo, com economia anual estimada em até R$ 19 milhões.
Adotada pela Seinfra desde novembro de 2024, a estratégia permite que grandes consumidores da administração pública estadual passem a operar com fornecimento de energia renovável em ambiente de contratação livre, mantendo a distribuição com a concessionária local e garantindo redução média de cerca de 30% nos custos mensais com eletricidade.
Para o secretário da Infraestrutura do Ceará, Hélio Leitão, a iniciativa consolida o protagonismo do Estado na agenda da eficiência energética e da sustentabilidade na gestão pública. “Estamos falando de uma política pública moderna, responsável e alinhada ao futuro. Ao ampliar o Mercado Livre de Energia nos equipamentos do Estado, o Ceará reduz despesas, qualifica o gasto público e reforça seu compromisso com uma matriz energética limpa. É uma iniciativa que gera economia para os cofres públicos e, ao mesmo tempo, projeta o Estado como referência nacional em inovação e sustentabilidade”, destaca o titular da Seinfra.
Nova leva de unidades em 2026
Neste ano, 61 novos órgãos e equipamentos públicos passarão a integrar o Mercado Livre de Energia. Em fevereiro, o primeiro pacote de migrações de 2026 já colocou em operação 19 unidades, entre prédios da Secretaria da Fazenda, a sede da Fundação Cearense de Meteorologia e Recursos Hídricos (Funceme) e unidades da Casa da Mulher Cearense.

De acordo com a Coordenadoria de Energia e Telecomunicações da Seinfra (Coete), apenas esse primeiro conjunto de migrações deve gerar economia mensal de R$ 26.454,55, o que representa redução anual de aproximadamente R$ 317 mil, ou 23,6% em relação aos custos atuais dessas unidades.
Entre os percentuais de economia estimados nessa nova leva estão unidades da Secretaria da Fazenda em Russas (25,2%), Iguatu (21,9%), Crateús (27,3%), Juazeiro do Norte (22,7%), Sobral (23,6%), Penaforte (20,9%), Maracanaú (23,2%), Crato (21,5%), Chaval (21,7%), Fortaleza/Parangaba (23,3%), Água Fria (21,2%), Aeroporto (20,4%) e Centro de Memória da Fazenda (27,8%). Também apresentam previsão de redução nos gastos com energia a sede da Funceme (19,1%) e as unidades da Casa da Mulher Cearense em Sobral (26%), Juazeiro do Norte (24,9%) e Quixadá (30,8%), esta última com o maior percentual de economia deste pacote.
Resultados já alcançados
Desde o início da iniciativa, grandes consumidores do serviço público estadual passaram a operar gradualmente no novo modelo, entre eles a Arena Castelão, o Centro de Eventos do Ceará, hospitais regionais, escolas e unidades prisionais.

No primeiro ciclo de migrações, que contemplou 130 prédios e equipamentos até o fim de 2025, a redução média nos gastos com energia chegou a 31,17%. Segundo balanço da Seinfra, a economia acumulada nos primeiros 12 meses foi de R$ 11.908.861,54, com potencial de atingir R$ 15,43 milhões dentro desse conjunto já migrado.
Com a inclusão das 61 novas unidades previstas para 2026, a estimativa é que a economia total anual chegue a até R$ 19 milhões, consolidando o Mercado Livre de Energia como uma importante ferramenta de eficiência administrativa e sustentabilidade no setor público cearense. A ampliação da política deve alcançar, ainda neste ano, outros equipamentos estratégicos do Estado, como o Theatro José de Alencar, o Cineteatro São Luiz, a Pinacoteca e o Hospital Universitário do Ceará.