Cesta básica registra queda de 11,16% no acumulado anual na Ceasa-CE
16 de março de 2026 - 14:06 #Ceasa #desenvolvimento
Ascom Ceasa - Texto
Epitácio Moura/ Thiara Montefusco - Fotos
O custo dos produtos comercializados na Ceasa-CE que compõem a Cesta Básica apresentou queda de (-11,16%) no acumulado anual, entre março de 2025 e fevereiro de 2026, segundo o Índice de Preços da Ceasa-CE (IPCE). Os dados são do Núcleo de Economia e Estatística (NUECE) e do Sistema de Informação de Mercado Agrícola (SIMA) da Ceasa-CE. Apesar da retração no período de 12 meses, o levantamento mostra pressão de preços no curto prazo.
No comparativo mensal entre janeiro e fevereiro de 2026, o setor da cesta básica registrou alta de (+4,11%). Entre os produtos que mais contribuíram para esse aumento mensal estão o feijão preto (+8%), o feijão de corda (+7,69%), o feijão carioquinha (+6,90%), a farinha amarela/branca (+5%) e o queijo coalho (+3,57%). Por outro lado, alguns itens registraram queda significativa, como a manteiga (-22,50%), o óleo de soja (-10,34%), o açúcar cristal (-3,33%), além da carne bovina (-2,54%) e da carne suína (-1,48%).
Setor de Raíz, Bulbo e Rizoma também apresenta queda anual
Outro segmento que apresentou redução no acumulado anual foi o de Raiz, Bulbo e Rizoma, com queda de (-3,81%). No comparativo entre janeiro e fevereiro de 2026, recuaram os preços da cebola roxa (-6,95%), da cebola pêra (-5,80%) e do alho nacional/importado (-1,12%). Já entre os produtos em alta no período estão a beterraba (+14,86%), a batata inglesa (+10,50%), a cenoura Nantes (+1,75%) e o aipim/macaxeira (+0,34%), resultando em alta geral de (-2,40%) no setor no período.
Frutas e verduras lideram alta no acumulado anual
O levantamento também aponta forte elevação no setor de Frutas, com alta de (+33,06%) em 12 meses. No comparatvio entre janeiro e fevereiro de 2026, o setor registrou aumento de (+8,36%). Os maiores aumentos de preço foram observados no caju amarelo/vermelho (+30,39%), no morango vermelho (+29,14%), na manga Keitt (+17,54%), no melão japonês (+15,71%) e no mamão Havaí (+12,88%). Entre as quedas, destacam-se o abacate (-13,16%), a goiaba vermelha (-6,60%), a tangerina Ponkan (-5,87%), a tangerina Murkot (-5,71%) e a manga Tommy (-2,91%).
Folha, Flor e Haste também registrou crescimento
O setor de Folha, Flor e Haste também registrou crescimento expressivo no acumulado anual, com alta de (+32,83%). No comparativo mensal, subiram os preços do coentro (+11,68%), da cebolinha (+11,28%), do repolho híbrido (+3,70%) e da acelga (+2,41%), enquanto a couve-flor (-2,67%) apresentou queda. O setor acumulou alta de (+5,13%) no acumulado mensal.
Hortaliças Fruto registram maior alta mensal
O segmento de Hortaliças Fruto registrou alta anual de 6,50% e foi o setor com maior aumento mensal no levantamento, com elevação de 15,64% entre janeiro e fevereiro deste ano. Dentre os produtos que mais subiram estão o tomate cajá (+33,93%), o feijão verde (+30,41%), a vagem macarrão (+15,13%), o chuchu (+14,72%) e o tomate longa vida (+14,41%). A única queda significativa foi registrada no pimentão verde (-13,54%).
Análise de mercado
Segundo o analista de mercado da Ceasa-CE, Odálio Girão, o aumento nos preços do tomate cajá e do feijão verde está relacionado à redução da oferta no mercado, provocada por fatores climáticos e pela entressafra em algumas regiões produtoras. Ainda segundo Girão, “no caso do caju, a elevação dos preços ocorre com o fim da safra e a maior procura, o que costuma pressionar as cotações no período. Já as quedas registradas para o abacate e pimentão verde estão associadas ao aumento da oferta desses produtos no mercado, impulsionado pela intensificação da colheita em regiões produtoras, ampliando o volume disponível e reduzindo os preços,” explica.




