Fórum regional discute avanços na saúde mental de crianças e adolescentes no Nordeste
27 de março de 2026 - 16:43 #adolescente #criança #Fórum Regional #forum-de-saude-mental
Jessika Sampaio - Ascom Sesa - Texto e Fotos
Antes da mesa de abertura, houve apresentação artística com o grupo “Estrelas de Seu Silvestre & Doido é tu”
Representantes do poder público, especialistas, trabalhadores da saúde, além de crianças e adolescentes, participam, nesta quinta (26) e sexta-feira (27), do Fórum Regional de Saúde Mental de Crianças e Adolescentes da Região Nordeste. Realizado pelo Ministério da Saúde (MS), com apoio da Secretaria da Saúde do Estado (Sesa), o evento ocorreu na Escola de Saúde Pública do Ceará (ESP/CE), em Fortaleza.
A organização do fórum contou com a atuação da Coordenadoria de Políticas de Saúde Mental (Copom) da Sesa na mobilização dos agentes de todos os estados do Nordeste e na construção da programação do encontro. O trabalho conjunto proporcionou um espaço de troca qualificada, alinhado às realidades de cada território presente e ao fortalecimento da Rede de Atenção Psicossocial (Raps) voltada a crianças e adolescentes.
O evento proporcionou troca de experiências exitosas na atenção à criança e à adolescência
A secretária executiva de Atenção Primária e Políticas de Saúde da Sesa, Maria Vaudelice Mota, destacou o caráter coletivo do encontro. “É muito importante estarmos aqui em diálogo com representantes de vários estados do Nordeste para discutir caminhos, compartilhar trocas e vivências e, assim, potencializar as políticas públicas que acolhem e protegem crianças e adolescentes”, afirmou.
Foram discutidos assuntos como: política da pessoa com deficiência e a saúde mental, uso de álcool e drogas nas infâncias e adolescências e equidade em saúde mental para crianças e adolescentes – gênero, raça e etnia
Vinícius Batista Vieira, coordenador-geral do Departamento de Saúde Mental, Álcool e Outras Drogas (Desmad), vinculado à Secretaria de Atenção Especializada à Saúde (Saes) do MS, ressaltou que o processo de reconstrução das políticas passa, necessariamente, pela escuta dos territórios e das próprias crianças e adolescentes. Segundo ele, o encontro regional aproxima as diretrizes nacionais das realidades locais.
“Não é possível pensar políticas nacionais sem dialogar com os territórios e, principalmente, sem ouvir crianças, adolescentes e jovens, os principais envolvidos. Esse é um processo que precisa considerar as vivências sociais, culturais e emocionais dessa população”, pontuou.
Ao final do evento, grupos de trabalho irão apresentar recomendações levantadas nos dois dias de discussão
Com foco na realidade nordestina, a gestora de Saúde Mental da Sesa, Rane Félix, reforçou o papel do fórum como espaço de articulação e avanço das políticas públicas. Ela destacou o momento como oportunidade de troca e fortalecimento da rede de atenção.
“São momentos de muito aprendizado e construção coletiva. Essa é uma oportunidade de avançarmos no fortalecimento das políticas voltadas à infância, considerando as necessidades do nosso território e o compromisso conjunto entre estados e Ministério da Saúde”, disse.
A proposta é que as contribuições do fórum resultem em encaminhamentos que fortaleçam as ações no campo da saúde mental em todo o país.