Unidade de Cuidados Especiais do Hospital Regional do Cariri promove reabilitação e transição para o cuidado domiciliar
27 de março de 2026 - 16:44 #hospital-regional-do-cariri-hrc #hrc #UCE #Unidade de Cuidados Especiais
Naiara Carneiro - Ascom HRC - Texto
Naiara Carneiro e Thiáskara Caldas - Fotos
Paciente em acompanhamento na UCE do HRC (Foto: Thiáskara Caldas)
Com um olhar voltado para a continuidade do tratamento, a Unidade de Cuidados Especiais (UCE) do Hospital Regional do Cariri (HRC), unidade da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa), é um setor estratégico focado na reabilitação de pacientes que já se encontram estáveis do ponto de vista clínico, mas que ainda necessitam de um acompanhamento mais contínuo.
“A UCE é um setor que promove a reabilitação do paciente. Um dos diferenciais é funcionar em ambiente de enfermaria com uma equipe multiprofissional ampliada, preparada para atender às demandas de vigilância contínua e cuidado individualizado”, explica a coordenadora de enfermagem da UCE, Thiáskara Caldas. De acordo com ela, além dos pacientes em processo de reabilitação, a unidade também acompanha pessoas em cuidados paliativos, oferecendo suporte integral e acolhimento tanto ao paciente quanto à sua família.
A unidade é dividida em dois perfis assistenciais. A UCE 1 conta com 17 leitos e recebe, principalmente, pacientes vindos das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) ou de outros setores do hospital, que fazem uso de dispositivos como traqueostomia, sonda nasoenteral ou que necessitam de um tempo maior para a transição segura ao cuidado domiciliar.
Já a UCE 2, com 12 leitos, é voltada principalmente para pacientes com Acidente Vascular Cerebral (AVC) em fase subaguda ou crônica, e funciona como retaguarda da unidade de AVC. Esse foi o caso da aposentada Francisca da Conceição, 86, moradora da zona rural de Missão Velha. Após sofrer um AVC isquêmico, ela passou por tratamento no HRC. “Eu adoeci, senti uma coisa apertando minha boca e o braço sem movimento. Depois que cheguei no hospital, melhorei, graças a Deus. A equipe está cuidando direitinho de mim”, relata.
A paciente Francisca da Conceição sofreu um AVC e foi acompanhada na UCE 2 (Foto: Naiara Carneiro)
Em processo de reabilitação, a paciente aponta as melhoras obtidas. “Estou fazendo os exames, fisioterapia, pedalando, levantando o braço. Estava sem força, mas já está melhor”, conta, ansiosa com a proximidade do retorno para casa.
Atuação multiprofissional e cuidado integrado
Com uma equipe formada por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, nutricionista, assistente social, fonoaudióloga, psicóloga e farmacêuticos, a UCE se destaca pelo cuidado integral e humanizado. O acompanhamento próximo e contínuo possibilita, além da recuperação clínica, o acolhimento em momentos de maior vulnerabilidade.
De acordo com a médica hospitalista Larissa de Carvalho, a UCE é essencial para promover a continuidade assistencial com segurança. “São pacientes que já passaram por um quadro mais crítico, muitos vindos da UTI, e que ainda necessitam de um cuidado mais especial. Aqui conseguimos dar seguimento ao tratamento sem a necessidade de uma unidade intensiva, mas com monitoramento e suporte adequados”, explica.
A médica ressalta que o diferencial está na atuação integrada da equipe multiprofissional. “Temos fisioterapia motora e respiratória, fonoaudiologia para reabilitação da deglutição e comunicação, além do acompanhamento do serviço social e da enfermagem. Realizamos reuniões frequentes para discutir cada caso e definir o melhor plano terapêutico”, afirma.
Na UCE 2, esse cuidado também é essencial para pacientes que sofreram AVC e apresentam sequelas. “São pacientes que precisam de reabilitação motora e acompanhamento para evitar novas complicações. Muitas vezes conseguimos avanços importantes, como a retirada de dispositivos e melhora da mobilidade, o que contribui diretamente para a qualidade de vida”, destaca Larissa.
Desospitalização segura
Além da assistência clínica, a unidade tem um papel fundamental na preparação para a alta hospitalar. Segundo a coordenadora Thiáskara, esse período na UCE também permite que a família se organize para receber o paciente em casa, inclusive com suporte do Programa de Assistência Domiciliar (PAD) do HRC, quando indicado.
O PAD promove a continuidade do cuidado a pacientes que, após a alta hospitalar, ainda necessitam de acompanhamento multiprofissional em casa. Além de contribuir para a recuperação, o programa orienta familiares e pacientes no manejo de condições de saúde mais delicadas.
“Nós trabalhamos para que a desospitalização ocorra de forma segura. Existe todo um processo de orientação e treinamento da família, desde o manuseio de equipamentos até cuidados básicos do dia a dia”, conclui.