Porto do Pecém celebra 24 anos com ciclo recorde de investimentos e visão de futuro sustentável

30 de março de 2026 - 16:01 # # # #

Ascom complexo do Pecém - Texto e foto

O Porto do Pecém chega aos 24 anos consolidando-se como um dos principais vetores de desenvolvimento econômico e logístico do Nordeste e iniciando um novo ciclo marcado por expansão robusta e projetos estruturantes de grande escala. Ao longo de sua trajetória, o Complexo do Pecém se destacou pela capacidade de atrair investimentos, integrar cadeias produtivas e conectar o Ceará ao mercado global, papel que se intensifica nesse momento de transformação.

“Temos muito orgulho do caminho que já percorremos, mas sabemos que o mais importante ainda está por vir. O Pecém vive um momento extraordinário de expansão e de novas oportunidades, que vão continuar impulsionando o desenvolvimento do Ceará e gerando benefícios para toda a nossa sociedade. Por isso, neste aniversário, quero deixar meu mais sincero reconhecimento e agradecimento a cada colaborador e colaboradora que contribui para essa história”, destaca Max Quintino, presidente do Complexo do Pecém.

Atualmente, o Complexo atravessa um dos mais importantes ciclos de expansão logística e industrial desde sua implantação, com empreendimentos que ampliam significativamente sua capacidade e reforçam sua posição como hub estratégico de infraestrutura. Entre os projetos em andamento está o Terminal de Granéis Líquidos e Tancagem, com investimento estimado em R$ 600 milhões e operação prevista para 2027, que ampliará a capacidade de armazenagem e movimentação de combustíveis e derivados.

Outro destaque é o Terminal Logístico de Integração com a Ferrovia Transnordestina, com investimento de R$ 1,3 bilhão e previsão de início de operação em 2028, possibilitando conexão direta entre o porto e o interior produtivo, com capacidade inicial de movimentar cerca de 6 milhões de toneladas já no primeiro ano (2028).
Também integram esse ciclo o Terminal de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), com investimento de R$ 1,04 bilhão e operação projetada para 2030, fortalecendo a segurança energética da região, e a nova usina térmica, conhecida como Projeto Jandaia, com aporte de R$ 6,5 bilhões e previsão de início em janeiro de 2030, com movimentação estimada de 18 milhões de metros cúbicos de GNL.

Paralelamente à expansão logística, o Complexo avança na consolidação de um ambiente industrial de grande escala, com destaque para a Zona de Processamento de Exportação do Ceará, onde estão em execução as obras da primeira fase do data center, com investimento estimado em cerca de R$ 66 bilhões. Soma-se a isso a estruturação do Hub de Hidrogênio Verde, iniciativa estratégica que deverá mobilizar investimentos de magnitude semelhante nas próximas etapas, posicionando o Pecém como protagonista na transição energética e na economia de baixo carbono.

Expansão do Porto

No âmbito portuário, o Pecém vive o maior ciclo de investimentos de sua história, com aportes superiores a R$ 1,5 bilhão até 2028. As intervenções incluem a construção do Píer 0, que dará suporte à nova térmica; a ampliação do Píer 2, com dois novos berços para granéis líquidos; a construção do Berço 11 no Terminal de Múltiplas Utilidades, ampliando a movimentação de cargas gerais e contêineres; e a implantação do Píer de Rebocadores, que reforça o suporte operacional.

Outro avanço relevante é a implantação do sistema de shore power, que permitirá o fornecimento de energia elétrica aos navios atracados, reduzindo emissões e colocando o porto como pioneiro no Brasil nessa tecnologia. Além disso, estão previstos a aquisição de guindastes elétricos e a implantação do corredor de utilidades do Hub de Hidrogênio Verde.
“Ao completar 24 anos, o Porto do Pecém projeta o futuro com base em inovação, sustentabilidade e integração logística, consolidando-se como plataforma estratégica para energia, indústria e comércio exterior. Esse conjunto de investimentos e iniciativas reafirma nosso papel como um dos principais motores de desenvolvimento do Ceará e do Brasil, preparado para atender às demandas da nova economia e ampliar sua competitividade no cenário global”, conclui Max Quintino.