Cidade Mais Infância celebra as raízes da cultura indígena em abril

9 de abril de 2026 - 14:24 #

Ascom SPS - Texto e Foto

Abril, na Cidade Mais Infância, celebra a “Literatura dos Povos Originários”. A programação no equipamento do Governo do Ceará, administrado pela Secretaria da Proteção Social (SPS), destaca a riqueza da literatura e dos saberes dos povos originários, oferecendo uma oportunidade única para as crianças e o público em geral se conectarem com essa cultura vibrante. Ao explorar narrativas, danças, culinária e artes, todos são convidados a refletir sobre a diversidade e o respeito que fundamentam a identidade brasileira.

“A programação oferece um novo olhar sobre a cultura indígena brasileira, reforçando a conscientização de que os povos originários não pertencem apenas ao passado, mas são parte fundamental do presente e do futuro. Seus saberes não se limitam a questões ambientais: permeiam também a literatura, a atuação política, as relações sociais e a culinária”, pontua Guilherme Freitas, supervisor de conteúdo da Cidade Mais Infância.

As atividades promovem uma imersão nas ricas histórias e saberes que emergem da terra, convidando as crianças a valorizar a diversidade cultural que enriquece o Brasil, reconhecendo a importância de cada história que nasce da terra.

História e arte

A exposição apresenta fotografias de personalidades indígenas brasileiras, destacando suas trajetórias e contribuições para a sociedade. A mostra é um espaço ambientalizado, com pinturas e som ambiente, pensado para que a criança sinta-se imersa e aproveite sensações elaboradas especialmente para essa conexão. Ao valorizar essas histórias, a proposta convida todos a refletirem sobre a diversidade e o respeito às culturas indígenas, que são parte essencial da nossa história. É um espaço acessível e inspirador, onde cada imagem conta um pedaço da rica tapeçaria cultural do Brasil.

“Cores da Terra, o Som que Nasce do Chão” é um espetáculo vibrante que mistura dança e música, utilizando o corpo e os sons da natureza como forma de narrativa. Sem palavras, a apresentação conecta o público aos saberes dos povos originários, trazendo à tona a relação íntima entre humanos e natureza. Os elementos de terra, água, ar e fogo são explorados através de movimentos e visualidades sensoriais que estimulam a imaginação e a sensibilidade das crianças.

Animação

A atividade “Juro Que Vi – A Iara” leva ao público infantil uma animação inspirada nas lendas dos povos originários. A história da Iara, que ensina sobre o respeito à natureza e aos rios, é uma forma de transmitir valores e tradições que são passados de geração em geração. Por meio desse conto, as crianças compreendem a relação dos indígenas com o mundo ao seu redor, mantendo viva a memória cultural.

A contação de histórias inspirada no livro “A Lagoa Encantada”, de Fabiana Guimarães, traz elementos da cultura indígena e da ancestralidade. A narrativa, ambientada na mágica Lagoa Encantada, evoca simbolismos que dialogam com o respeito à natureza e ao pertencimento. As crianças são convidadas a explorar a lagoa como um espaço vivo, repleto de mistérios e ensinamentos sobre o cuidado com o meio ambiente.

Gastronomia criativa

Na Fábrica de Pizza, as crianças se divertem montando uma pizza de chocolate com cacau, um ingrediente que conecta à história dos povos originários. Essa vivência prática não apenas ensina sobre culinária, mas também valoriza a origem natural dos alimentos, reforçando a importância do cacau na cultura indígena muito antes de se tornar popular.

Na Escola de Gastronomia, as crianças participam do preparo de um sorvete de tapioca com coco, destacando ingredientes tradicionais da cultura alimentar brasileira. Essa atividade sensorial proporciona uma apreciação mais profunda dos saberes dos povos originários, celebrando a riqueza de sabores que eles oferecem.

Símbolos e instrumentos

A oficina de grafismos no salão de beleza convida as crianças a explorar as pinturas corporais dos povos originários. Essa atividade artística valoriza o corpo como forma de expressão e identidade, permitindo que os participantes se conectem respeitosamente com referências culturais indígenas de maneira lúdica e criativa.

Na Casa do Artista, as crianças criam maracas a partir de garrafas PET, inspiradas em instrumentos sonoros de diversas culturas indígenas. Usando sementes e grãos, elas exploram ritmos e sons, desenvolvendo suas habilidades de expressão e criatividade.

Imaginação e conhecimento

Na sala “Era uma vez”, a contação do livro “Um Passeio na Floresta Amazônica”, de Laurie Krebs, apresenta a diversidade da floresta e sua importância vital para o equilíbrio ambiental e para os povos originários. As crianças são incentivadas a entender e respeitar a natureza, essencial para a vida.

A atividade “Quem Conta a História?” propõe uma vivência jornalística que investiga e valoriza as narrativas indígenas. Os participantes assumem o papel de repórteres, explorando a literatura indígena que se manifesta na oralidade e nas histórias transmitidas. Essa experiência enriquece o entendimento das crianças sobre a cultura indígena e as convida a compartilhar o que aprenderam.

Cidade Mais Infância

A Cidade Mais Infância é um equipamento do Governo do Ceará coordenado pela Secretaria da Proteção Social. O espaço é um parque coberto que reproduz uma cidade onde a criança é a protagonista. A Cidade funciona no Centro de Eventos do Ceará, de quinta a domingo, das 13h às 18h. Para visitar, é preciso agendar no site www.cidademaisinfancia.sps.ce.gov.br.