Porto do Pecém / GNL / Siderúrgica

17 de março de 2010

Porto do Pecém

O Complexo Portuário do Pecém tem como objetivo viabilizar a operação de atividades portuárias e industriais integradas, imprescindíveis ao desenvolvimento de um complexo com características de Porto Industrial. Constituído de dois piers marítimos, sendo um para insumos e produtos siderúrgicos e carga geral e outro para granéis líquidos, em especial óleo cru e derivados de petróleo, iniciou suas operação comerciais em novembro de 2001, sendo inaugurado em março de 2002.

Por se tratar de um terminal “off shore” os piers de atracação estão protegidos da ação das ondas e correntes por um quebra-mar de berma, na forma de “L” com 1.768 m de extensão. Ambos os piers são ligados ao continente por uma ponte rodoviária, que interliga o Pátio de Armazenagem às instalações de atracação de navios.

O Complexo opera movimentando matérias primas siderúrgicas, produtos siderúrgicos acabados, fertilizantes e cereais em granel, contêineres e granéis líquidos e gasosos.

No ano passado, oito anos após sua inauguração, o porto de São Gonçalo do Amarante movimentou 167 mil TEUS e 3,15 milhões de toneladas, além de receber a atracação de 529 navios. Esses indicadores, comparados ao primeiro ano de operação do terminal, representam cinco vezes mais contêineres, oito vezes mais tonelagem e três vezes mais a quantidade de navios aportados.
O Porto tem como missão incrementar o transporte intermodal de cargas na região, pela oferta de infraestrutura, de programas, de sistemas e de parcerias que resultem em desenvolvimento sócio-econômico para a população do Estado do Ceará, em observância à Legislação Ambiental vigente.

Ampliação

Com apenas oito anos de operação o Terminal Portuário do Pecém lideranda a exportação de frutas e calçados, e mantém a terceira posição na importação de produtos siderúrgicos, ferro e aço e também na movimentação de algodão. A sua ampliação e a implantação do Terminal de Múltiplo Uso (TMUT), visam atender à crescente movimentação de cargas múltiplas e gerais. A obra esta orçada em R$ 342 milhões e irá consolidar o terminal, cada vez mais, como um porto concentrador de cargas, uma vez que suas instalações físicas permitirão a atracação de navios de grande porte.
O TMUT está previsto para ficar pronto ainda em 2011 e as obras envolvem uma série de medidas, como o prolongamento de mil metros do quebra-mar existente; a construção de dois berços de atracação; a implantação de linha de guindastes para descarregamento e carregamento de contêineres; a ampliação da ponte que dá acesso ao terminal em 363 metros de extensão; e a instalação de energia elétrica, entre outras.

 

Terminal de Regaseificação de GNL
Com um projeto inédito no mundo, a Petrobras iniciou em 2008 sua atuação como agente no mercado internacional de gás liquefeito (GNL), a partir da entrada em operação dos terminais de regaseificação no Porto do Pecém. O terminal tem capacidade para regaseificar 7 milhões de m³ de gás por dia, o equivalente a cerca da metade do consumo de gás natural demandado pelo mercado térmico em todo País. O gás é usado, prioritariamente, para geração de energia elétrica nas usinas Termoceará, Termofortaleza e Jesus Soares Pereira (RN).

Para receber o gás o terminal sofreu adaptações na estrutura do píer 2 que funcionava como terminal de derivados de petróleo. Para a adequação, foram construídas duas plataformas de concreto para elevar a altura do píer em três metros. Também foi feito o reforço na estrutura de atracação e amarração das embarcações, e montadas facilidades para a transferência de GNL entre o berço externo e interno do píer (sistema de tubulações, válvulas e instrumentação), chamado skid central.

Além das intervenções do píer, foi construído um gasoduto com 22,5 km de extensão que vai ligar o terminal à malha de transporte já existente. Nas obras foram investidos um total de R$ 6 milhões.

 

Siderúrgica

Empreendimento envolvendo o Governo do Estado, o grupo brasileiro Vale do Rio Doce e a coreana DongKuk, a Companhia Siderúrgica do Ceará, a ser instalada no Pecém, receberá US$ 6 bilhões em investimentos. Somente na primeira etapa, produzirá 2,5 milhões de toneladas de placas de aço por ano, podendo ser expandida para 5 milhões. O empreendimento deve gerar cerca de cinco mil empregos na sua operação. A nova unidade terá como matriz energética o carvão mineral e deverá entrar em funcionamento dentro de três anos e meio