Transplantados de medula óssea no Ceará comemoram a cura do câncer

12 de janeiro de 2011

Mais uma paciente será beneficiada pelo trabalho da equipe do Hemoce e do Hospital Universitário Walter Cantídio. Será o 24º transplante autólogo de medula óssea no Ceará, aquele em que a pessoa recebe células sadias da própria medula como forma de tratamento para alguns tipos de câncer. Para que essas células sejam retiradas do paciente, ele fica ligado a uma máquina através de uma veia periférica e o material é coletado do sangue, depois congelado. Somente neste mês de janeiro, 7 pacientes estão agendados para realizar a coleta e a meta é concluir 20 transplantes em 2011. No ano passado, foram 14.

Nesta quinta-feira, dia 13 de janeiro, é a vez de uma mulher de 51 anos, portadora de um linfoma de Hodking. Ela está internada em um leito isolado no Hospital das Clínicas e deve ficar lá pelas próximas duas semanas para total recuperação antes de receber alta. O procedimento é simples: os médicos descongelam as células sadias da medula que foram armazenadas e injetam na paciente, como se fosse uma transfusão de sangue.

Até hoje, todas as outras 23 cirurgias foram consideradas um sucesso pela equipe médica. O primeiro transplante autólogo do Sistema Único de Saúde no Ceará aconteceu no dia 26 de setembro de 2008 e a maioria dos pacientes já retornou às suas atividades normais, tendo alcançado a cura para o câncer através do procedimento. O resultado incentiva ainda mais a continuidade deste trabalho, que tem ajudado a salvar vidas.

 

Renata Pinheiro, assistente de Recursos Humanos da empresa Vicunha, descobriu o câncer no dia do aniversário, em 7 de setembro de 2007. Foi a 5ª paciente a realizar o transplante no Ceará através do SUS, quase dois anos depois, em 12 de maio de 2009. Hoje, se diz emocionada por saber que pôde confiar no sistema público de saúde para se recuperar do  linfoma de Hodking. “Sou uma pessoa feliz!”, afirma ela com lágrimas nos olhos. O discurso foi feito no I Encontro de Transplante de Medula Óssea, que aconteceu no ano passado e já tem sua segunda edição marcada para 2 e 3 de junho de 2011. “Será a oportunidade de reunir mais uma vez especialistas de todo o país para discutir o tema que está em alta”, confirma o presidente do encontro e chefe da equipe médica de transplante do Hemoce, Dr. Fernando Barroso.

QUEM PRECISA E COMO É FEITO O TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA?

 

A medula óssea é um líquido que fica armazenado dentro do “tutano” de alguns ossos do nosso corpo e que tem como função produzir as células do sangue. Quando um paciente tem algum tipo de doença no sangue (leucemias, linfomas, alguns tipos de anemias e outras doenças congênitas) e precisa de um transplante de medula, ele pode se submeter a dois tipos de transplante: o autólogo, quando ele recebe células sadias retiradas da própria medula; ou o homólogo, quando precisa receber células da medula de outra pessoa. Para isso, ele pode recorrer à compatibilidade entre familiares, especialmente irmãos; à rede de Bancos de Sangue de Cordão Umbilical e Placentário, a BrasilCord; e também ao Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea, o Redome. Esse último é a forma mais fácil de qualquer pessoa poder ajudar os pacientes que precisam de um transplante. Hoje, o nosso estado reúne mais de 85 mil cearenses cadastrados no Redome.

 

O cadastro de doadores de medula óssea é uma listagem feita em todos os hemocentros do país e reúne as pessoas dispostas a doar. Para participar, basta que o voluntário compareça ao hemocentro de sua região. Ele precisa estar saudável, ter entre 18 e 55 anos e apresentar documento de identificação com foto, como carteira de identidade, de motoristas ou de trabalho. O candidato preenche uma ficha com seus dados pessoais e colhe uma amostra de 10 ml de sangue, como aquelas amostras que se colhe em laboratório para exames de sangue. Pronto! A partir daí, o voluntário já está cadastrado!

 

As informações armazenadas no Redome são pesquisadas na necessidade de um transplante. Os dados do paciente que precisa receber a medula são cruzados com os dos doadores que estão no Redome, para tentar identificar compatibilidade entre eles. A chance de encontrar uma medula compatível é de apenas 1 em 100 mil. Por isso, quanto mais doadores cadastrados no registro, mais chances essas pessoas têm de sobreviver.

 

No site do Hemoce (www.hemoce.ce.gov.br), é possível encontrar todas as informações sobre como se tornar um doador, no link da coluna da esquerda “Doação de Medula Óssea (http://www.hemoce.ce.gov.br/index.php/medulaossea). E na coluna da direira, no link “Coletas Externas”, também é possível se informar sobre onde vai estar nossa unidade móvel durante todos os dias da semana, caso não possa procurar a sede do Hemoce para fazer o cadastro(http://www.hemoce.ce.gov.br/index.php/coletasexternas). No interior do estado, quem quiser pode ainda se tornar voluntário para a doação de medula em qualquer uma de nossas unidades da hemorrede.

 

Outras informações:
– Hemocentro de Fortaleza – (85) 3101.2296 / 3101.2300
– Hemocentro de Sobral – (88) 3677.4624 / 3677.4627
– Hemocentro do Crato – (88) 3102.1260 / 3102.1261
– Hemocentro de Iguatu – (88) 3581.9409 / 3581.9408
– Hemocentro de Quixadá – (88) 3445.1006 / 3445.1010
– Hemonúcleo de Juazeiro do Norte – (88) 3102.1169 / 3102.1170

 

12.01.2011

Assessoria de Imprensa do Hemoce

Sabrina Lima (sabrina.lima@hemoce.ce.gov.br – 85 9148.8773)