Ceará é o 1º do Nordeste em emprego industrial

14 de junho de 2011

O Ceará consolida-se como um grande polo industrial, ocupando o primeiro lugar do Nordeste e o sétimo do país em estoque de empregados. A informação foi divulgada nesta terça-feira (14), pelo Instituto de  de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), durante apresentação do Mapa do Emprego Industrial: o caso do Ceará.  O Mapa faz o balanço do período de 1999 a 2009 e  objetivo é apresentar a distribuição geográfica da indústria, buscando mapear os ramos de atividade para facilitar ações de qualificação profissional e de aperfeiçoamento de cadeias produtivas.

Os estados que mais empregaram na indústria, no período, forma os estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e Ceará, tornando o estado, o primeiro do Nordeste. Em 2009, o setor industrial respondia por 236.851 empregos no estado. Atualmente, esse setor já contabiliza mais de 251 mil postos, segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).

De acordo com o Mapa, o segmento industrial permanece concentrado em municípios que detém o maior nível de atividade econômica e pólos regionais. Para o presidente do IDT, De Assis Diniz, esta tendência tende a crescer na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), em virtude dos investimentos que estão sendo executados no Complexo Industrial e Portuário do Pecém.  “Observamos os incentivos disponibilizados por parte do governo estadual, como financiamentos, redução de ICMS e infraestrutura, mas também observamos uma têndencia por parte das indústrias em se instalarem próximo a Capital”, destaca.

Ainda conforme a apresentação dos dados, 80% das fábricas são constituídas por microempresas, responsáveis por 16% dos empregos na indústria. Por outro lado, as grandes fábricas respondem por 41% dos empregos e concentram-se nos ramos de alimentos e bebidas, têxtil e vestuário e calçados – os dois últimos representam mais de 54% dos empregos industriais.

Perfil do trabalhador na indústria

A indústria cearense é grande empregadora da mão de obra juvenil, uma vez que metade dos profissionais do setor tem idade de até 29 anos, especialmente do sexo masculino.

Embora seja uma oportunidade para o primeiro emprego, os números da pesquisam mostram que 1/3 destes vínculos de trabalho possui menos de doze meses, demonstrando a elevada rotatividade dessa força de trabalho.

O número de industriários com ensino médio triplicou entre os anos de 1999 a 2009, de 15,3% para 45,2%, sinalizando melhoria do nível educacional da força de trabalho. Já os níveis salariais não acompanham essa mesma dimensão, pois 71% (2009) desses trabalhadores recebem no máximo até 1,5 salário.

 

14.06.2011

Assessoria de Imprensa do IDT

Ana Clara Braga (anaclara@idt.org.br / 85 3101.5500)