Cresce nível de ocupação na Região Metropolitana de Fortaleza

27 de julho de 2011

O Governo do Estado divulgou nesta quarta-feira (27), os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), realizada na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A análise é feita pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS), através do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), e em parceria com o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE). De acordo com a Pesquisa, houve uma elevação do número de ocupados em 22 mil postos de trabalho no último mês de junho, quando comparado ao mês anterior.

 

A pesquisa mostra ainda que o número de ocupações geradas em junho é superior a variação da População Econômica Ativa (PEA), comparado com o mês de maio, que foi de 18 mil pessoas. Isso possibilitou a primeira redução da taxa de desemprego no ano, que passou de 10,0% em maio para os atuais 9,7%. Outro destaque apresentado pela PED é de que a RMF foi uma das três regiões metropolitanas do país que apresentou redução da taxa de desemprego, além da Região Metropolitana de Belo Horizonte e do Distrito Federal.

 

O nível ocupacional cresceu pelo segundo mês consecutivo no ano, totalizando um milhão e 624 mil pessoas ocupadas. O desempenho foi puxado pelo aumento do número de ocupados em outros setores (10 mil ou 7,0%); na construção civil (8 mil ou 7,3%); e em menor intensidade na indústria (4 mil ou 1,3%). Já o comércio (1 mil ocupações ou 0,3%) e o setor de serviços (-1 mil ou -0,1%) mostraram relativa estabilidade.

 

“Percebemos uma recuperação da ocupação e decréscimo do desemprego sinalizando que estamos saindo da sazonalidade característica dos primeiros meses do ano e ingressando num momento mais favorável de oportunidades de trabalho, especialmente daquelas com registro em carteira”, afirmou o coordenador de Estudos e Análise de Mercado, Erle Mesquita.

 

Em junho, foi apresentado o maior resultado já registrado pela PED, desde dezembro de 2008, quando passou a ser divulgada na RMF, com a estimativa de 654 assalariados com carteira assinada. Outro resultado que aponta uma conjuntura mais favorável do mercado de trabalho local é a redução do tempo médio de procura por trabalho, isto é, o período que o trabalhador leva para se (re)colocar, que foi estimado em 34 semanas, período bem abaixo ao registrado em junho de 2009 e 2010 (48 e 37 semanas, respectivamente).

 

 

Comportamento em 12 meses

Dados demonstram crescimento do mercado de trabalho.

 

Considerando os dados da PED na comparação anual, a taxa de desemprego total diminuiu de 10,6% (junho/2010) para 9,7% (junho/2011), a menor taxa para o mês de junho desde 2009.

 

Nos últimos doze meses, 56 mil trabalhadores passaram a integrar o contingente de ocupados (3,6%) e 44 mil foram incorporados à PEA (2,5%), resultando na saída de 12 mil pessoas do contingente de desempregados (6,5%).

 

O crescimento na ocupação foi fomentado por quase todos os setores analisados: serviços (47 mil ocupações ou 6,9%), construção civil (14 mil ou 13,6%), indústria (5 mil ou 1,7%) e comércio (5 mil ou 1,6%).

 

Atualmente, a pesquisa é realizada nas regiões metropolitanas de Fortaleza, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal, e, mensalmente, apresenta as caracteríscas do mercado de trabalho local.

 

27.07.2011

 

Assessoria de Comunicação do IDT

Ana Clara Braga (anaclara@idt.org.br / 3101.5500)