Estudo do Ipece revela que Ceará passa por uma revolução na saúde pública

18 de setembro de 2012

“Estamos diante de uma revolução da saúde pública do Estado do Ceará”. Esta é uma das conclusões do documento Ipece/Informe (nº 41 – setembro de 2012), que tem como título “Análise dos Impactos dos Investimentos do Governo do Estado do Ceará na Área da Saúde: Estamos Diante de uma Revolução?”. O trabalho foi lançado nesta terça-feira (18) –  em entrevista coletiva aos meios de comunicação realizada no Ipece (Edifício Seplag, no Centro Administrativo Governador Virgílio Távora, no bairro Cambeba).

De acordo com o professor Flávio Ataliba, diretor do Ipece, órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado, os investimentos que estão sendo realizados pelo Governo estadual, em torno de R$ 1 bilhão equivalem a 1,15% do Produto Interno Bruto (PIB) de 2011. Ele observa que o Ceará tinha 17 unidades no nível de atendimento secundário e terciário no início deste Governo, dentre hospitais e outras unidades, e agora está mais que triplicando está realidade.

O Governo do Estado, de acordo com o documento do Ipece,  está construindo e equipando 75 novas unidades, entre UPAs, Policlínicas, CEOs e Hospitais, significando um aumento expressivo de 342% na oferta de unidades de saúde. Além disso, o Governo vem reestruturando a saúde do Estado nos três níveis de atenção à saúde pública: primária, secundária e terciária.

Diante desse novo quadro, o Ceará passará a ser um dos Estados mais equipados da América Latina em termos de saúde pública. No entanto, o trabalho chama a atenção para o fato de que o Governo terá enormes desafios, que é administrar estas novas unidades e deixá-las funcionando com eficiência, não só para a geração atual do povo cearense, mas também para as gerações futuras.

Para isso, o Governo do Estado deverá realizar com eficiência as respectivas ações que já estão em seu planejamento, tais como: acompanhar, analisar e monitorar as unidades de saúde, os consórcios e Organização Social (OS) envolvidas na gestão; dotar as unidades com Sistema de Informação Gerencial; acompanhar o Plano de Manutenção das novas unidades; acompanhar e planejar a execução orçamentária; Projetar (planejar) com eficiência o fluxo de caixa do Estado, devido ao custeio elevado das novas unidades e ter política eficiente de gestão de pessoas.

Além dos impactos sociais e econômicos advindos do volume expressivo de recursos em investimento na área da saúde, o aumento da capacidade de salvar vidas, dentro da melhor definição da expressão, é o que sobressai deste trabalho como observação mais latente – frisa o professor Flávio Ataliba. Tudo isso proveniente de 75 novas unidade, 1.554 novos leitos e capacidade de realizar 5.330.560 procedimentos entre consultas, terapias, exames e atendimentos de urgência e emergência.  

De fato, é um momento histórico de inflexão e mudança de nível da curva saúde pública, pensando em termos temporais da oferta e operacionalização – ressalta o Diretor Geral do Ipece. O aumento da capacidade de salvar vidas é contundente quando são observados os dados de 2009. Neste ano, 13.333 pessoas morreram em virtude de doenças cerebrovasculares, isquemias do coração, hipertensivas e demais causas do aparelho circulatório. “São mortes onde o tempo e a distância podem significar a vida ou a diminuição de sequelas, logo, a redução média do tempo e distância de 70 por cento é bastante relevante.

Com relação ainda a 2009, o documento do Ipece constata que no Ceará foram registrados 6.570 óbitos ocasionados por câncer de pulmão, estômago, próstata, câncer de mama, útero e demais neoplasias. Aqui, a redução do tempo de exame de cinco meses para menos de um mês irá fazer a diferença para um diagnóstico precoce e a vida. O trabalho, que teve a coordenação geral do professor Flávio Ataliba, foi elaborado por Régis façanha Dantas, que contou com a colaboração de Laislânia Holanda de Lima. O documento completo, composto por 30 páginas, pode ser acessado na página www.ipece@ce.gov.br.

18.09.2012

Assessoria de Imprensa do Ipece
Pádua Martins