Pacientes com AVC no Cariri agora são atendidos no Hospital Regional

14 de março de 2013

Dez pacientes estão em tratamento na Unidade de AVC do Hospital Regional do Cariri, que começou a funcionar no início do mês de março. São quatro pacientes na unidade de AVC agudo, que dispõe de 10 leitos, e seis pacientes internados na Unidade de Cuidados Especiais, com 29 leitos para cuidados ao AVC crônico. Coordenada pelo neurologista Gustavo Vieira, a Unidade de AVC conta com equipe de clínico geral plantonista, dois enfermeiros e um técnico de enfermagem para cada três leitos. Na Unidade de Cuidados Especiais atuam mais quatro médicos e dois enfermeiros, além de técnicos de enfermagem. Na unidade, os pacientes têm acesso ao tratamento trombolítico.

 

Com a nova unidade, o Governo do Estado, através da Secretaria da Saúde do Estado promove a descentralização do Programa de Atenção Integral e Integrada ao AVC no Ceará, que teve como marco a inauguração, em outubro de 2009, da Unidade de AVC do Hospital Geral de Fortaleza, na Capital. O Programa de Atenção ao AVC, desenvolvido nas vertentes epidemiológica, assistencial e educativa, iniciou as ações de vigilância epidemiológica em 2006, com o georreferenciamento de todas as mortes por AVC em Fortaleza. Em 2009 foi iniciado o estudo hospitalar, envolvendo 19 hospitais da Capital. Identificados por concentrar mais de 90% das mortes por AVC, esses hospitais foram visitados por uma equipe de seis pesquisadores que realizaram a busca ativa de novos casos. No total, foram identificados 4.686 casos.

 

Com o funcionamento da Unidade de AVC do HGF, pacientes passaram a ter acesso ao tratamento trombolítico e exames modernos como a tomografia realizada pelo tomógrafo multi-slice, que realiza o exame em apenas 5 segundos. Em três anos, entre junho de 2009 e maio de 2012, a mortalidade por AVC em Fortaleza caiu 37%  e diminuíram em 43% as complicações em consequência da doença. No momento em que entra em funcionamento a Unidade de AVC no Cariri, o Programa de Atenção Integral e Integrada ao AVC no Ceará, a Sesa inicia a segunda etapa do estudo epidemiológico da doença, em convênio com a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein, de São Paulo, e financiamento de R$ 1,7 milhão do Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (Proadi-SUS), do Ministério da Saúde. Nessa segunda etapa, com previsão de dois anos de duração, o estudo vai abranger 31 hospitais de Fortaleza e as clínicas radiológicas da capital, além de incluir os casos de AVC identificados em pacientes de outras cidades do Estado.

 

O AVC ocorre subitamente em qualquer idade, sexo ou classe social. É a segunda doença que mais mata no mundo, responsável por 6 milhões de mortes a cada ano e a principal causa de incapacitação por conta das sequelas que pode deixar. Conhecido também como derrame, o AVC é uma doença que provoca a perda súbita de uma ou mais funções neurológicas. No AVC isquêmico, o mais comum, com 80% dos casos, ocorre a obstrução de um vaso sanguíneo de uma determinada região do cérebro. Já no AVC hemorrágico, ocorre a ruptura de um vaso sanguíneo cerebral e a formação de hematoma que comprime os tecidos cerebrais vizinhos. No Brasil, o AVC é a principal causa de morte e incapacitações. De acordo com o Ministério da Saúde, ocorreram 33 mil mortes por AVC no país em 2012. A doença mata mais que infarto, câncer, aids, acidentes e drogas. No Ceará, embora registrando redução no total de óbitos, o AVC também é a principal causa de morte. Em 2011, segundo dados do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) 3.817 pessoas morreram vítimas de AVC no Estado. Em 2012, como base em dados parciais, o número de óbitos caiu para 3.188.    

 

14.03.2013

Assessoria de Comunicação da Sesa

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