PNAD aponta queda drástica da extrema pobreza no Ceará

27 de setembro de 2013

O Ceará reduziu drasticamente a extrema pobreza nos últimos 11 anos. Em 2001, o percentual de pessoas com renda domiciliar per capita abaixo de R$ 70 era de 22,2%. Em 2012, esse índice caiu para 8,5%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (27) tendo como base a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD) ano 2012. Baseado nesses dados o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) calculou alguns dos principais indicadores para o estado do Ceará. O índice da pobreza, pessoas com renda domiciliar per capita abaixo de R$ 140, também teve queda acentuada, caindo de 48,7% em 2001 para 21,2% em 2012.  Todas as informações estão a preços de 2012, corrigidos pelo INPC.

 

“O que a PNAD mostra é que o estado do Ceará apresenta um padrão de crescimento econômico com forte processo de redistribuição dessa renda. Podemos observar pelos primeiros números que em 2012 houve uma melhora em todos os indicadores observados como expansão da renda, redução da pobreza e extrema pobreza, redução da desigualdade, aumento da renda dos mais pobres acima da media do Estado, dentre outros. Esse padrão de crescimento econômico é conhecido como ‘crescimento pró-pobre'”, explica o diretor do Ipece, o economista Flávio Ataliba. 

 

Ele destaca ainda que a pesquisa confirma os avanços sociais alcançados nos últimos anos. A renda domiciliar per capita média cresceu 8,26% no último ano e 36,9% quando comparado ao ano de 2007. A renda dos 10% mais pobres cresceu o dobro da renda média dos 10% mais ricos entre os anos de 2007 e 2012, melhorando a distribuição de renda no Ceará. “O índice de Gini, que mede o grau de concentração de renda, que era de 0,547 em 2007, passou de 0,537 em 2011 para 0,524 em 2012. Com o aumento da renda e a redução da desigualdade, o percentual de pessoas em situação de extrema pobreza caiu 15,84% no último ano e 40,56% em relação a 2007”, enfatiza.

 

Os dados do Ipece apontam ainda aumento mensal médio do rendimento do trabalho, passando de R$ 696,3 em 2001 para R$ 954,9 em 2012, bem como renda média per capita de R$ 335,3 em 2001 para R$ 532,4 em 2012.  E ainda queda na taxa de desemprego, que chegou a  8,3% em 2003, para 5,7% em 2012. 

 

27.09.2013

 

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