Em dezembro, RMF registra a menor taxa de desemprego da série histórica

29 de Janeiro de 2014

Em dezembro de 2013, o mercado de trabalho da região metropolitana de Fortaleza registrou a menor taxa de desemprego (6,8%) e o menor número de desempregados (124 mil), desde o início da série histórica da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), em dezembro de 2008. O resultado foi decorrência da elevação do nível ocupacional e da saída de pessoas do mercado de trabalho (diminuição da oferta de mão de obra). Os dados fazem parte da Pesquisa de Emprego e Desemprego, da região metropolitana de Fortaleza (PED/RMF), apresentados nesta quarta-feira (29)  pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) e do Instituto de Desenvolvimento do Trabalho (IDT), o Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

 

Segundo os dados da pesquisa, nos últimos doze meses, 18 mil pessoas deixaram a condição de desempregados (-12,7%) e 19 mil saíram do mercado de trabalho. Além disso, foram registradas também as menores taxas de desemprego da série para homens (5,7% ou 57 mil) e mulheres (8,2% ou 67 mil). Entre os jovens de 16 a 24 anos, a taxa de desemprego foi de 16,5% com 59 mil jovens desempregados. Eles representam 18% dos ocupados (303 mil).

 

Para o titular da STDS, Josbertini Clementino, o Governo do Estado investe na qualificação profissional como alternativa para auxiliar na inserção dos jovens. “No Ceará, esperamos qualificar entre 30 e 40 mil pessoas, somente no primeiro semestre, por meio das ações do Pronatec ou em parceria com a Secretaria de Educação. Acreditamos que através da elevação da formação profissional daremos competências para que o trabalhador possa se inserir e manter sua vaga no mercado de trabalho.”

 

Em dezembro, o nível de ocupação cresceu 0,7%, com 1.700 mil ocupados, número similar ao de dezembro de 2012 (1.701 mil). O resultado foi proveniente do aumento no número de postos de trabalho na Construção (8 mil) e, em menor intensidade, na Indústria de transformação (4 mil) e no Comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (4 mil) e da diminuição no setor de Serviços (-5 mil).

 

Neste período, destaca-se ainda a expansão do emprego com carteira assinada, totalizando 734 mil empregados com registro em carteira – – o maior da série histórica, e relativa estabilidade do emprego sem carteira. Além do crescimento do trabalho autônomo pelo oitavo mês seguido (452 mil), o maior estoque da série.

 

2013 registra redução do desemprego na RMF

 

Considerando a conjuntura anual do mercado de trabalho da RMF, em 2013, registra-se uma redução consistente do desemprego, contemplando diversos segmentos populacionais, em decorrência da expansão das oportunidades de trabalho e da diminuição da oferta de mão de obra. A taxa média de desemprego total diminuiu de 8,9%, em 2012, para 8,0%, em 2013.

 

O nível ocupacional apresentou uma elevação centrada no emprego com carteira assinada e no trabalho por conta própria.  O crescimento do nível ocupacional foi resultado da expansão na Indústria de transformação (criação de 12 mil postos de trabalho), no Comércio, Reparação de Veículos Automotores e Motocicletas (9 mil) e na Construção (8 mil) e da retração nos Serviços (eliminação de 18 mil postos de trabalho). Neste último, o declínio do nível de ocupação foi percebido em quase todos os segmentos, especialmente nos serviços domésticos (-11 mil) e nas atividades da administração pública, defesa social e seguridade social; educação saúde humana e serviços sociais (-6 mil).

 

Para o presidente do IDT, Gilvan Mendes, “em 2013, a elevação do nível ocupacional centrada no emprego com carteira assinada demonstra uma melhoria da qualidade do emprego gerado, pois estes vínculos propiciam aos trabalhadores o acesso aos direitos assegurados por lei”.

 

No mesmo período, a distribuição dos rendimentos do trabalho, embora ainda muito concentrada, manteve a tendência de desconcentração verificada nos últimos anos. O rendimento médio real dos ocupados passou de R$ 1.109, em 2012, para R$ 1.106, em 2013.

 

Em 2013, metade dos ocupados com menor renda se apropriava de 24,3% da massa de rendimentos do trabalho, percentual superior ao registrado em 2012 (23,3%). Já a parcela apropriada pelos 10% mais ricos da região sofreu pequena redução (de 36,5% para 35,1%), contribuindo para redução da concentração da renda do trabalho.

 

Ipece

 

O Ceará registrou em 2013 avanço na geração de novos postos de trabalho com carteira assinada. Foram criadas um total de 50.206 vagas contra as 40.882 de 2012. O número de empregos gerados em 2013 no Ceará representou um avanço de 22,8%, resultando em 9.324 vagas a mais em comparação ao ano anterior. Apenas nove dos 26 estados – e mais o Distrito Federal – conseguiram gerar saldo de empregos em 2013 superior a marca de 2012. Os dados têm como base o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego.

 

O resultado apresentado pelo Ceará em 2013 confirma uma melhoria na criação de empregos com carteira assinada, em especial ao longo do segundo semestre do ano, revertendo a trajetória de queda observa até março do ano passado. Os dados estão no Ipece/Informe Número 71 (janeiro/2014) – resultado da geração de Empregos Celetistas no Ceará em 2013, que acaba de ser divulgado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Governo do Estado. O trabalho pode ser acessado no www.ipece.ce.gov.br.

 

29.01.2014

 

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