Internas do presídio feminino são certificadas e estão aptas para empreender

13 de Março de 2015

Antes de cumprir pena no Instituto Penal Feminino Desembargadora Auri Moura Costa, Tereza Sabrina Sampaio possuía uma pequena loja onde trabalhava com lembrancinhas e decoração de festas. A administração do negócio era feita na intuição. Quando foi presa, em 2014, Tereza conheceu no presídio feminino um projeto que ensinava um ofício e ensinava as internas a empreender. Ela não teve dúvida e se inscreveu para participar do Querer. Na manhã desta sexta (13), Tereza foi uma das 32 certificadas do projeto e aguarda a liberdade – que parece próxima de chegar – para retomar sua vida e seu empreendimento.

“Eu fiz curso de patchwork e aprendi muito com as aulas do Sebrae sobre empreendedorismo. Tenho certeza que quando sair daqui vou usar muito do que aprendi”, destaca Tereza. Assim como ela, outras 80 mulheres terão oportunidade de participar do Querer neste ano. O projeto, que é uma parceria entre Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado (Sejus), Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial (Senac) e Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), focará na capacitação no segmento de beleza. Serão cursos de cabeleireira, maquiadora, manicure e pedicure, além da capacitação em empreendedorismo, com palestras e oficinas sobre o tema.

13 Sejus2Ao deixarem a unidade, estas mulheres podem buscar consultoria especializada com o Sebrae. A Sejus, por meio da Coordenadoria de Inclusão Social do Preso e do Egresso (Cispe), auxilia na obtenção de uma linha de crédito para financiar o empreendimento.

Para o titular da Sejus, Hélio Leitão, projetos como o Querer são fundamentais para que se alcance a ressocialização das internas e a humanização do sistema penitenciário. “Nossa ideia é ampliar o Querer, ampliar atividades como essas que permitam ensinar nossas internas e mais que isso, que acompanhem essas mulheres fora da unidade prisional e as auxiliem a encontrar um caminho novo, longe do crime”, destaca Leitão. Ele afirma que a ideia é ampliar a ação para unidades masculinas. “Ninguém é melhor do que ninguém. A pilastra fundamental do nosso trabalho é a humanização. Vocês continuam tendo o direito de serem respeitadas e tratadas como o que são, gente”, comentou Hélio, durante o evento.

A ação encerrou a programação da Semanal de Conscientização dos Direitos da Mulher Encarcerada, realizada em alusão ao Dia Internacional da Mulher. Ao longo da semana, as internas participaram de palestras motivacionais, uma sessão de cinema, dia de beleza e ação com igrejas.

13.03.2015

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