#Orgulhonopeito: Estado faz seminário para mobilização de incentivo ao aleitamento materno

4 de agosto de 2015

Mãe de Pedro e Luísa, que foram amamentados até depois de completarem 1 ano de idade, a primeira-dama do Estado, Onélia Maria Leite de Santana, fez o lançamento da campanha #orgulhonopeito, na manhã desta terça-feira (4), no Centro de Eventos do Ceará, durante a abertura do Seminário Estadual do Aleitamento Materno, promovido pela Secretaria da Saúde do Estado. Com a campanha, o Governo do Estado quer estimular a amamentação e o vínculo entre mães e filhos. “É importante estimular as mães a amamentar para que nossas crianças tenham desenvolvimento saudável”, disse a primeira-dama ao convocar os municípios para essa mobilização.

 

Rcanguru2Ponto alto das atividades da Semana Mundial do Aleitamento Materno no Ceará, o seminário foi aberto com apresentação de seis mães com seus bebês acomodados em faixas cangurus na dança materna. Na ocasião, também foi entregue à primeira-dama, Onélia Leite, o título de madrinha do aleitamento materno no Ceará, como forma de expandir, disseminar e incentivar o aleitamento materno. Ela também prestou homenagem e entregou placa ao pediatra Cícero Cruz Macedo, coordenador do programa de aleitamento em Barbalha. O Hospital Geral Waldemar Alcântara e o Hospital Municipal de Eusébio também foram homenageados por criarem salas de apoio à trabalhadora que amamenta.

 

Rhomenageadocícero2Falando em nome dos homenageados, o médico Cícero Cruz Macedo afirmou que “o aleitamento materno é a forma mais rápida e barata de evitar doenças quando há apoio e orientação”. Rui Aguiar, coordenador para o Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), disse que “a amamentação tem que ser vista como direito da mãe e da criança, direito de cidadania”.

 

 

Trabalho e amamentação

 

RcanguruCom o tema “Amamentação e Trabalho: para dar certo, o compromisso é de todos”, a Semana Mundial do Aleitamento Materno tem entre outros objetivos reforçar as ações dos empregadores para que os locais de trabalho facilitem e apoiem ativamente as mulheres trabalhadoras que amamentam.

 

A iniciativa busca sensibilizar empresas sobre a importância da amamentação, pois a mulher que amamenta falta menos ao trabalho uma vez que seu filho adoece menos. Além disso, o bebê continua recebendo o leite materno, que possui anticorpos que previnem doenças.

 

“Essa campanha é bastante importante para conscientização, tanto da mãe quanto da empresa ou órgão, na amamentação das crianças até seus seis meses de idade. Já está comprovada sua eficácia e sua importância para a saúde do bebê. Por isso, a importância de termos diversas mãos e frentes que abraçam esta campanha e que só nos fortalece. Essa ação conjunta de intersetorialidade entre o Governo Federal, do Estado, municípios e iniciativa privada, envolvidos em uma política como esta, é de grande valia para o desenvolvimento do Estado”, destacou a primeira-dama.

 

RpersonprimeiraPara a enfermeira Liliane Muniz, de 35 anos, que é mãe da Valentina, de um ano e seis meses, as discussões e apresentações mostradas no evento trazem um debate para a conscientização dos chefes de setores públicos e privados em apoiar a mãe em um momento bastante sensível. “O evento é muito importante para conscientizar a sociedade na importância da amamentação, pois sabemos que o aleitamento é o ouro da nutrição infantil. Por isso, acho necessário que haja eventos deste porte e que o Governo do Estado apoie, trazendo como uma política pública para toda sociedade”, comentou a mãe.

 

 

Salas de amamentação

 

Além do evento, foi realizada, na tarde de segunda-feira, 3 de agosto, a inauguração da Sala de Apoio à Mulher Trabalhadora que Amamenta, na Secretaria da Saúde (Sesa), em Fortaleza. Com isso, a Sesa tem a primeira sala de apoio à amamentação de órgãos e secretarias da rede pública estadual. O secretário da Saúde, Henrique Javi, anunciou a proposta de levar salas de apoio à amamentação a todas as repartições do Governo estadual. “O fruto que colheremos serão cidadãos mais saudáveis”.

 

Rperson2Fernanda Ramos Monteiro, coordenadora Nacional do Aleitamento Materno do Ministério da Saúde observou que o investimento de R$ 5 mil em salas de apoio à amamentação “pode ajudar nosso país a ter crianças mais saudáveis e mais desenvolvidas”.

 

“O aleitamento materno – já comprovado por diversas pesquisas – previne diversas doenças e não só momentaneamente, mas para a vida toda da criança que será um adulto saudável. Sabemos que reduz a obesidade infantil, a diabetes, doenças respiratórias, fortalece a imunidade, entre outros. Quando temos crianças saudáveis, temos adultos bem desenvolvidos e saudáveis também. Além disso, a adesão do Governo do Estado em abraçar essa causa é bastante importante, principalmente, por uma questão de saúde pública”, ressaltou.

 

 

Alerta para aleitamento

 

A Organização Mundial de Saúde (OMS), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e o Ministério da Saúde preconizam o aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade e, depois dessa idade, que os lactentes recebam alimentos complementares, mas continuem com o leite materno até os dois anos.

 

O aleitamento materno na primeira hora de vida é importante tanto para o bebê quanto para a mãe, pois, auxilia nas contrações uterinas, diminuindo o risco de hemorragia. E, além das questões de saúde, a amamentação fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho.

 

Estudos demonstram que o aleitamento materno exclusivo até o sexto mês de vida pode evitar, anualmente, mais de 1,3 milhão de mortes de crianças menores de 5 anos nos países em desenvolvimento (Lancet 2008).

 

Para a OMS, ela classifica o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses da seguinte forma: o indicador é muito bom, quando na faixa de 90 a 100%, bom de 50 a 89%, razoável de 12 a 49% e ruim de 0 a 11%.

 

No Brasil a média do indicador, segundo o Ministério da Saúde é de 40%. No Ceará, segundo dados do Sistema de Informação da Atenção Básica – SIAB em 2014, o aleitamento materno exclusivo até os 4 meses foi de 68,7% considerado bom pela OMS. No entanto, o Estado está em alerta porque vem diminuindo o índice, passando de 71, 5% em 2007 para 70,9% em 2010, até chegar ao índice atual de 68,7%.

 

 

Marcos Studart / Fotógrafo / Governo do Ceará

 

 

 

04.08.2015

 

Wilame Januário
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