#DiaNacionaldaHabitação: Projeto Dendê vai garantir melhores condições de vida a moradores

21 de agosto de 2015

Nesta sexta-feira (21), comemora-se o Dia Nacional da Habitação. O Governo do Estado destaca, entre várias ações para o setor, o Projeto Dendê. O total de moradias já entregues pelo Governo do Estado chega a 23 mil, beneficiando mais de 92 mil pessoas. Atualmente, estão em construção mais 30 mil imóveis, que beneficiarão cerca de 120 mil pessoas.

 

O Projeto Dendê, realizado pelo Governo do Estado do Ceará, através da Secretaria das Cidades, visa recuperar a faixa de proteção do mangue do rio Cocó e garantir condições melhores para a população, com a urbanização de áreas degradadas da favela e a construção de novas habitações.  Com ações focadas no desenvolvimento humano, urbanístico e habitacional, o investimento no projeto é de R$ 40.901.244,16 e beneficiará mais de 4 mil pessoas diretamente.

 

A principal medida é a desapropriação das habitações irregulares na área do mangue do Cocó e o reassentamento das famílias em 1080 unidades habitacionais que serão construídas no Conjunto Novo Dendê, no bairro Edson Queiroz. Localizadas a aproximadamente mil metros da área de intervenção, o bairro é inserido na malha urbana, dispondo de serviços públicos essenciais. O residencial contará com infraestrutura com iluminação pública, esgotamento sanitário e equipamentos públicos. Além disso, o projeto prevê a construção de uma creche, uma escola e um posto de saúde.

 

O crescente processo de migração das populações das pequenas cidades interioranas para os grandes centros urbanos em busca de melhores condições de vida e trabalho provoca, muitas vezes, a ocupação irregular nas margens de rios ou mangues por meio de construções inseguras. A favela do Dendê localiza-se na Área de Preservação Permanente (APP) do mangue do rio Cocó e contém moradias de precária habitabilidade. Um dos objetivos do projeto é fazer obras de urbanização e infraestrutura de áreas degradadas da favela do Dendê, como abertura de ruas, construção de praças e implantação de serviços urbanos, visando a integração dessas famílias, além da melhoria de 1.200 unidades habitacionais, localizadas no entorno.

 

Para uma efetiva realização do projeto existe o trabalho técnico social, em que há uma conversa das famílias com as assistentes sociais, que explicam a importância da intervenção. Depois, há o cadastramento das famílias, que decidem se querem novas habitações ou indenizações. Segundo a assistente social Karla Neri, no momento anterior às mudanças implementadas pelo projeto, as pessoas têm dificuldades de acesso a serviços básicos, como educação, saúde e limpeza. “A quase totalidade não tem esse tipo de serviço. Por exemplo, a coleta de lixo tem as suas deficiências, porque como não tem vias de acesso, o caminhão, as coletas coletivas não chegam. A partir das obras, esses serviços, que são fundamentais para a qualidade de vida da população, ficam mais acessíveis”, disse.

 

 

21.08.2015

 

Assessoria de Comunicação – Secretaria das Cidades
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Thiago Sampaio
Repórter / Célula de Reportagem

 

Giselle Dutra
Gestora de Célula / Secretarias