Projeto da EEFM Dep. Joaquim de Figueiredo Correia mostra alternativa para remoção de petróleo em água

31 de agosto de 2015

Um projeto da Escola de Ensino Fundamental e Médio Deputado Joaquim de Figueiredo Correia, em Iracema, município localizado a 285 quilômetros de Fortaleza, foi selecionado para participar, no próximo mês de outubro, da Mostratec, maior feira de ciências e tecnologia da América Latina que acontece em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul. A proposta d aunidade de ensino é produzir um cristal para solucionar de forma simples, econômica e rápida problemas que ocorrem por falta de bons equipamentos de remoção de petróleo em água, remoção de petróleo incrustado em tanques de navios e impermeabilizantes em materiais de construção.

 

O trabalho desenvolvido pelos alunos Gabriel Moura e Myllena Cristina, orientados pela professora Érica Bezerra, foi escolhido como o melhor entre os inscritos do Ceará.  Como prêmio, o grupo receberá do CNPQ inscrição, passagens e hospedagem.

 

Conforme Érica Bezerra Costa, o projeto “Cristalização do Poliestireno expandido: um novo método de gerenciamento ambiental na área marítima e civil” tem muita relevância dos pontos de vista ambiental e econômico. “No desenvolvimento desta pesquisa, foi obtido um cristal a partir de resíduos de Poliestireno Expandido (PEX), conhecido popularmente como isopor, que em testes demonstrou ótimo resultado na produção sem resíduos poluentes” – esclarece a professora. Ela também destaca a parceria do universitário Helyson Lucas, ex-aluno da Escola, que hoje está no IFCE, de Limoeiro do Norte.

 

Para se ter uma ideia da importância da experiência nesse ramo de pesquisa, o cristal desenvolvido pelos estudantes é 56 vezes mais eficiente e 120 vezes mais barato que os outros materiais testados. Gabriel de Moura Martins diz que após o período de testes, perceberam a relevância social do projeto. “Pode contribuir para impactos positivos em diversas áreas” – ressalta.

 

Myllena Cristyna reconhece ainda que o projeto influenciou seu desempenho na escola. “Este trabalho está tendo um grande impacto na minha aprendizagem e vem despertando minha preocupação com meio ambiente e curiosidade com relação à pesquisa científica”.

 

Em breve, o grupo cearense mostrará seu projeto aos colegas dos demais estados brasileiros e de outros países e terá oportunidade de conhecer novas experiências. “Ficamos felizes em dar nossa contribuição e também de ter o reconhecimento do CNPQ para que possamos fazer essa discussão em todo o país” – frisa a professora Érica Bezerra.

 

 

 

31.08.2015

 

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