Combate ao Aedes aegypti é feito dentro de casa

18 de dezembro de 2015

O mosquito o Aedes aegypti, que transmite a dengue, febre Chikungunya e Zika, vive principalmente no ambiente domiciliar. Os focos são encontrados, na grande maioria, dentro de casa, nos jardins e quintais. A única maneira de evitar essas doenças é não deixar o mosquito nascer. Para isso, é necessário acabar com os criadouros, lugares de nascimento e desenvolvimento do mosquito. Pelo menos uma vez por semana deve ser feita a faxina para eliminar copos descartáveis, tampas de refrigerantes ou outras garrafas, e, em especial, lavar bem a caixa d’água e depois vedar. Não deixar água acumulada em pneus, calhas e vasos; adicionar cloro à água da piscina; deixar garrafas cobertas ou de cabeça para baixo são algumas medidas que podem fazer toda a diferença.

 
Do ovo à forma adulta, o ciclo de vida do Aedes aegypti varia de acordo com a temperatura, disponibilidade de alimentos e quantidade de larvas existentes no mesmo criadouro. Em condições ambientais favoráveis, após a eclosão do ovo, o desenvolvimento do mosquito até a forma adulta pode levar um período de 10 dias. Por isso, a eliminação de criadouros deve ser realizada pelo menos uma vez por semana. Assim, o ciclo de vida do mosquito será interrompido. O mosquito adulto vive até 25 dias.

 
Somente a fêmea pica o homem para sugar sangue, alimento necessário à maturação dos ovos. É quando ocorre a transmissão das doenças. Normalmente, as fêmeas do Aedes aegypti encontram-se aptas para a postura de ovos três dias após a ingestão de sangue, passando então a procurar local para desovar. Ao contrário de muitas espécies de mosquitos, uma fêmea do Aedes aegypti espalha seus ovos em diversos criadouros, de uma mesma casa ou não, preferencialmente, em criadouros com água limpa e parada. Os ovos são depositados nas paredes do criadouro, bem próximo à superfície da água, porém não diretamente sobre o líquido. Daí a importância de lavar, com escova ou palha de aço, as paredes dos recipientes que não podem ser eliminados, onde o ovo pode permanecer grudado.

 
Cada fêmea copula uma única vez e armazena o esperma do macho em estruturas chamadas espermatecas. A partir de então pode realizar diversas posturas, com cerca de 200 ovos cada uma. Uma fêmea pode dar origem a 1.500 mosquitos durante a sua vida. Os ovos são distribuídos por diversos criadouros – estratégia que garante a dispersão e preservação da espécie. Se a fêmea estiver infectada pelo vírus da dengue quando realizar a postura de ovos, há a possibilidade de as larvas filhas já nascerem com o vírus, no processo chamado de transmissão vertical. Os ovos adquirem resistência ao ressecamento muito rapidamente, em apenas 15 horas após a postura. A partir de então, podem resistir a longos períodos de dessecação, de até 450 dias, segundo estudos. Essa resistência é uma grande vantagem para o mosquito, pois permite que os ovos sobrevivam por muitos meses em ambientes secos, até que o próximo período chuvoso e quente propicie a eclosão.

Para impedir a proliferação do mosquito, é fundamental eliminar todos os potenciais focos de água parada. Se isso não for possível, é necessário que todos os locais de armazenamento de água sejam mantidos bem fechados e protegidos com telas e tampas adequadas. É importante ressaltar que o tratamento da água não substitui a necessidade de remoção e proteção dos potenciais criadouros do Aeds aegypti. Baldes, potes, quartinhas, bacias, camburões e outros recipientes que guardam a água de beber e para outros usos domésticos devem ser mantidos limpos e fechados para evitar o risco de proliferação do Aedes aegypti.

 
A orientação da Secretaria da Saúde do Estado é que as famílias mantenham os quintais sempre limpos. É preciso também recolher, eliminar ou guardar longe da chuva todo objeto que possa acumular água, como pneus velhos, latas, recipientes plásticos, tampas de garrafas, copos descartáveis e até cascas de ovos. O lixo doméstico deve ser acondicionado em sacos plásticos e descartado adequadamente, em depósitos fechados. Depois da chuva, é recomendado fazer a vistoria no quintal e na casa para eliminar a água acumulada sobre lajes, calhas, tanques, pratinhos de vasos de planta.

 
De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria da Saúde do Estado, foram confirmados este ano no Ceará 54.582 casos de dengue e 66 óbitos. Foram notificados este ano 128 casos de microcefalia no Ceará, identificados em 37 municípios. Desses um caso que resultou em óbito teve confirmação de relação ao vírus Zika. Dos 128 casos notificados, 117 são em recém-nascidos e 11 intrauterinos. Os cinco casos de febre Chikungunya confirmados no Estado em 2015 foram importados do município do Oiapoque, no Pará, da Bahia e da República Dominicana.

O que fazer para não deixar o mosquito nascer

– Manter a caixa d’água limpa e bem tampada.
– Limpar o quintal, no mínimo uma vez por semana, retirando todo o lixo.
– Não acumular nos quintais móveis velhos, eletrodomésticos ou qualquer objeto que possa acumular água.
– Colocar o lixo em saco. Amarrar o saco. Só colocar na calçada nos dias de coleta.
– Nunca jogar lixo nas ruas. Até numa tampinha de refrigerante o mosquito pode se multiplicar.
– Deixar as calhas sempre limpas.
– Os pneus usados devem ficar em locais cobertos para não juntar água.
– As garrafas devem ficar com a boca para baixo.
– Antes de armazenar água, lavar bem, com sabão e escova, os baldes, bacias e potes. É preciso tampar todos os depósitos de água.
– Evitar cultivo de plantas com água. Água acumulada, por menor que seja a quantidade, é um risco para a criação do mosquito.
– Limpar a bandeja que fica detrás da geladeira.
– Manter os ralos limpos telados, com os aparelhos sanitários sempre fechados.
– Receber o Agente de Endemias em sua residência.

 
18.12.2015

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