Apenas 2,5% dos carros no Ceará monitorados pela Semace estão emitindo fumaça em excesso

23 de dezembro de 2015

A queima do combustível realizada pelos veículos é um dos fatores que contribuem com a poluição atmosférica e, consequentemente, o aquecimento global. No Ceará, a Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) monitora periodicamente como está a emissão de fumaça da frota de carros movidos a diesel. Em 2015, foram realizadas 110 blitze que resultaram em quase 14.300 automóveis vistoriados, dos quais 386 estavam fora dos padrões estabelecidos pela legislação, o que representa somente 2,5% do geral.

O município que liderou a estatística com maior índice de veículos irregulares foi Ipu, localizado a 257 km de Fortaleza. A média de autuados por blitz foi de oito automóveis. Logo atrás vem Juazeiro do Norte com seis. A cidade do Cariri cearense foi a campeã em 2014, com cinco carros multados a cada ação da Semace.

Paracuru, Sobral e Varjota obtiveram os melhores resultados. Apenas 1,4% dos vistoriados apresentaram fumaça em excesso, o que dá uma média aproximada de dois veículos por blitz. Fortaleza seguiu a estatística geral, ficando com 2,3%. A capital cearense foi responsável por quase metade dos números desse ano. Ao todo, foram monitorados 6.419 carros, em 48 blitze.

Números a se comemorar

Segundo o coordenador do Programa de Combate à Fumaça Negra da Semace, Francisco Oliveira, há alguns anos que o percentual de veículos poluindo em excesso gira entre 2 e 3. Para ele, isso é resultado do trabalho de monitoramento da autarquia e das tecnologias implantadas no automóveis, que ajudam em uma queima de combustível menos agressiva ao meio ambiente e à saúde humana.

Oliveira comparou os números do início do programa com os atuais para mostrar a evolução. “Em 1990, quando começamos a fiscalizar, o número de carros fora dos padrões era de 34%. Hoje, podemos ver uma drástica redução. A cada 100 veículos monitorados, somente dois ou três estão irregulares. Isso é muito bom para nós, pois nos mostra que tanto empenho nesses 25 anos está surtindo efeito”, comentou o coordenador do programa.

A emissão de fumaça negra pelos veículos automotores do ciclo diesel é o resultado de uma combustão incompleta e está associada a problemas operacionais e de manutenção, podendo acarretar doenças relacionadas aos aparelhos respiratório e cardiovascular, bem como alterações no clima terrestre.

23.12.2015

Fhilipe Augusto
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