Saúde amplia rede de atendimento em microcefalia

25 de fevereiro de 2016

Para assegurar os cuidados com gestantes e bebês com microcefalia, além do Hospital José Martiniano, o Estado atende nos hospitais César Cals, Infantil Albert Sabin, Geral de Fortaleza e São José.

O atendimento a gestantes e crianças com microcefalia será ampliado na rede pública do Governo do Ceará já a partir desta quinta-feira, 25. O Hospital e Maternidade José Martiniano de Alencar (HMJMA) passa a integrar a rede de hospitais do Estado que são referência no atendimento às crianças com suspeita ou diagnóstico de microcefalia. Os bebês serão atendidos com consultas e exames de imagem, sorologia e testes  necessários para diagnóstico e acompanhamento médico especializado.

Para assegurar os cuidados com as gestantes e os bebês com microcefalia, além do Hospital José Martiniano, o Estado garante o atendimento especializado no Hospital Geral César Cals, Hospital Infantil Albert Sabin, Hospital Geral de Fortaleza e Hospital São José. Além disso, um conjunto de ações e medidas de vigilância e controle do mosquito está em plena execução, com reforços e ajustes na proporção em que novas orientações são encaminhadas pelo Ministério da Saúde e a partir do monitoramento de dados e informações epidemiológicas, atualizadas permanentemente. Entre as medidas, por exemplo, a Secretaria da Saúde do Estado criou o ¨Comitê de Especialistas¨, formado por neonatologistas, geneticistas, infectologistas, pediatras, obstetras, ginecologistas e epidemiologistas para discutir e analisar cada caso de microcefalia notificado e a suspeita em relação da infecção congênita ter relação com a zika.

Semanalmente, a Secretaria da Saúde do Estado elabora e divulga boletins epidemiológicos sobre microcefalia para deixar os profissionais de saúde orientados e atualizados, como também são instrumentos de informações para conhecimento para a população. De outubro de 2015 até esta segunda-feira, 22, foram notificados 335 casos em 77 municípios. Desses casos de microcefalia, 33 foram confirmados, sendo apenas um relacionado à zika, o de uma criança de Tejuçuoca, que veio à óbito.

A microcefalia é uma malformação congênita, em que o cérebro não se desenvolve de maneira adequada. Neste caso, os bebês nascem com perímetro cefálico (PC) menor ou igual a 32 centímetros. Pode ser causada por efeito de uma série de fatores de diferentes origens, como as substâncias químicas e agentes biológicos (infecciosos), como bactérias, vírus e radiação. O tipo e o nível de gravidade da sequela variam caso a caso. Tratamentos realizados desde os primeiros anos melhoram o desenvolvimento e a qualidade de vida.

25.02.2016

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