Dia da Mulher: Conheça as novas profissionais da segurança pública cearense

8 de março de 2016

Apesar do recrutamento de mulheres para o serviço policial ainda ser um fato recente na história do Estado do Ceará, em pouco tempo elas conquistaram o reconhecimento das tropas, o respeito e a admiração da sociedade. Agora, cada vez mais mulheres querem atuar nas forças de segurança cearense.

Atualmente, 275 mulheres estão sendo capacitadas pela Academia Estadual de Segurança Pública do Ceará (AESP/CE) para ingressarem na Polícia Militar, no Corpo de Bombeiros e na Polícia Civil do Estado do Ceará.  Aprovadas na primeira fase dos concursos públicos, elas cumprem uma rotina intensa de treinamento físico e estudos que as habilitarão para a carreira tão desejada.

R MG 4485Entre elas está Dayane Katharyne de Souza, 27 anos, aluna do Curso de Formação de Oficiais da PMCE. Ela conta que seu ingresso na carreira militar iniciou por acaso, mas que agora já sonha em alcançar o mais alto posto da corporação. “A princípio eu fiz o concurso do CFO porque eu tinha o desejo de trabalhar com um cargo público, mas depois que eu entrei no curso eu me identifiquei bastante pela área e acho que acertei na escolha. Eu estou aprendendo bastante, quero contribuir com a tropa e espero seguir carreira na polícia e me aposentar realmente como coronel”, pontua.

Para a assistente social, Isabel Cristina Marques de Almeida, 24 anos, a oportunidade de compor o quadro da Segurança Pública surgiu quando ela foi aprovada nos Cursos de Formação de Oficiais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. A nobre missão de salvar vidas alheias foi um fator preponderante para sua escolha. “Escolhi o Corpo de Bombeiros pela natureza do serviço, que é R MG 4400proteger e salvar vidas, chegando sempre no momento do incêndio, do salvamento e dos primeiros socorros”, disse. Em relação ao trabalho desenvolvido pelas mulheres na segurança pública, ela ressalta o excelente desempenho profissional exercido em segmentos que até pouco tempo eram exercidos somente por homens. “A mulher é importante em todos os espaços, em todas as instancias, só que na segurança pública é um espaço historicamente masculino, e as mulheres foram demonstrando que são capazes de estar em qualquer lugar. Atualmente nós só temos nove oficiais mulheres dentro do Corpo de Bombeiros e iremos chegar a 12. Hoje já temos as primeiras mulheres coronéis do Ceará, que foram promovidas no final do ano passado. Aos poucos estamos ocupando todos os espaços”, ressalta.

R MG 4509Para a aluna do curso de formação de inspetores Elidiane Alves, 27 anos, o amor pela segurança pública veio de berço. A jornalista conta que incorporou a segurança pública na vida dela desde cedo, quando ainda era aluna do Colégio Militar do Corpo de Bombeiros do Ceará. “Meu pai é policial militar, meu namorado é soldado do Corpo de Bombeiros, estudei no Colégio dos Bombeiros e já prestei alguns concursos militares. O concurso da PCCE foi o que deu certo e eu estou me identificando muito”. Ela aponta a determinação e o capricho como qualidades exercidas em qualquer atividade desempenhada pela figura feminina.  “Muita pessoas ainda tem o pensamento que lugar de mulher é na cozinha ou que a área da segurança publica não é local para mulher e essa é uma visão completamente equivocada. A mulher tem sim que ocupar cada vez mais espaço na sociedade. A mulher quando ela quer fazer algo bem feito ela faz realmente, e fora nossa capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo, que facilita o nosso grau de percepção”, aponta.

Para a futura inspetora as diferenças entre homens e mulheres não são fatores que possam denominar um profissional. “Essas diferenças jamais tem que ser encarada como limitação, muito pelo contrario, se existe essa limitação a gente tem que trabalhar para que ela passe a não existir mais. Minha preocupação maior é a gente procurar se capacitar para sermos bons profissionais”, diz.

Segundo o Diretor da AESP, coronel PM José Herlínio Dutra, o corpo discente da Academia hoje é formado por 3 alunas do curso de formação de oficiais do Corpo de Bombeiros, 20 do curso de oficiais da PMCE, 45 alunas do curso de formação para delegadas, 45 para inspetoras e 152 do curso de escrivãs, que em breve poderão colaborar com a segurança pública do Estado. E avalia de forma positiva a crescente atuação das mulheres nas forças policiais. “Nós vivemos em um país em que ainda existe muito preconceito e precisamos superá-los. A entrada do público feminino nas polícias mostra que as instituições estão se modernizando e oportuniza que a mulher mostre a sua força de trabalho, a sua capacidade técnica. E é importante que a gente tenha realmente esse espaço aberto para elas e que a gente aproveite toda a inteligência feminina para colaborar com a melhoria da segurança pública do Estado”, afirma.

Para ele, a mulher torna o ambiente policial mais leve e humano. “A mulher vê o mundo de uma forma mais terna, mais educada, mais cortês, pelo menos eu tenho essa impressão. E isso ajuda a humanizar mais as instituições policiai e  criar um equilíbrio no atendimento. Quando uma mulher chega a uma delegacia e tem uma delegada ou uma inspetora para atendê-la, dá uma certa tranquilidade para o público feminino que sente mais confiança para relatar uma situação  que ás vezes ela não se sentiria a vontade para relatar para um homem”, completa.

Fotos: Leandro Freire & Anny Almeida

 

08.03.2016

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Ciro Câmara
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