Mineradora pretende extrair 35 mil toneladas de calcário por ano em Quixeré

2 de junho de 2016

A comunidade do município de Quixeré, no Baixo Jaguaribe, teve acesso, nesta quarta-feira (1), ao projeto e estudo ambiental da empresa Micron-Ita, apresentados durante audiência pública presidida pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), órgão responsável pelo licenciamento do empreendimento. A mineradora pretende se instalar na região para extrair cerca de 35 mil toneladas por ano de calcário para produzir carbonato de cálcio, muito utilizado em componentes de PVC, cimento, cal, entre outros.

Segundo Guilherme Diniz, representante da Micron-Ita, a localização do empreendimento se deu pela qualidade do mineral encontrado na região, com alto teor de carbonato de cálcio. Diniz informou que a área que a empresa pretende utilizar, no sítio Bom Sucesso, distante cerca de 30 km da sede de Quixeré, é de 70 hectares (ha), com uma reserva lavrável autorizada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral de 284 milhões de toneladas. “Com a nossa expectativa de extração anual, esse é um projeto com duração para 100, 200 anos”, disse o representante da Micron-Ita.

A intenção da empresa é iniciar a operação no segundo trimestre de 2017. Com relação à geração de empregos, Guilherme Diniz salientou que a Micron-Ita quer contratar a mão de obra local, favorecendo os moradores de Quixeré, o que irá gerar renda para o município. Apenas alguma atividade mais específica que não apresente disponibilidade de profissionais é que terá pessoas de fora.

Características ambientais

De acordo com o estudo ambiental elaborado pela consultoria Progel e apresentado pela bióloga Monique Sousa, a área tem predominância florística do bioma Caatinga, com presença de caatingueira, imburana, marmeleiro, jurema de imbira e aroeira – essa constando na lista do Ibama de espécies ameaçadas de extinção. A fauna diagnosticada apresentou espécimes de gato do mato, preá, tatu peba, gavião, bigodeiro, galo de campina, lagartos, serpentes etc.

Na questão socioeconômica foram aplicados 126 questionários nas 17 comunidades que estão inseridas na área de influença direta do empreendimento. Desse total, 74% dos entrevistados informaram achar importante a vinda da empresa para o município em virtude da geração de emprego e renda.

Com relação aos impactos ambientais decorrentes da instalação de uma mineradora desse porte, Monique Sousa afirmou que existem os positivos e negativos. Para minimizar e mitigar os adversos, a bióloga disse que foram elaborados uma série de planos e programas de controle ambiental que, aplicados com eficiência, diminuirão consideravelmente algum transtorno. Para finalizar, a representante da Progel ressaltou que, após o término da operação da empresa na região, um plano de recuperação de área degradada deverá ser posto em prática para o restabelecimento local.

Vistoria

Coordenada pelo supervisor do Núcleo de Impacto Ambiental da Semace, Wilker Sales, a equipe multidisciplinar da Superintendência esteve na terça-feira (31) na área do empreendimento para realizar uma inspeção técnica e avaliou questões físicas, bióticas e socioeconômicas. Sales informou que esse projeto está em fase de licença prévia (LP), documento que atesta a viabilidade ambiental do projeto, mas não autoriza nenhuma intervenção na área. O supervisor disse que o próximo passo é o envio do parecer elaborado pelos técnicos da autarquia ao Conselho Estadual do Meio Ambiente para apreciação. O colegiado aprovando, então é emitida a LP e a empresa já pode solicitar sua licença de instalação.

02.06.2016

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