Curso capacita coordenadores hospitalares de transplantes

8 de junho de 2016

Cem profissionais de saúde de UTIs, emergências, centros cirúrgicos de hospitais e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24h) de Fortaleza, Sobral e do Cariri que fizeram os cursos básicos realizados em novembro de 2015 e março deste ano pela Central de Transplantes da Secretaria da Saúde do Estado para coordenadores hospitalares de transplantes participarão nesta quinta-feira (9) do módulo intermediário do curso, das 8 às 17 horas, no hotel Plaza Praia Suítes, em Fortaleza. Na sexta-feira (10), outros 100 profissionais das 18 Comissões Intra-Hospitalares de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTTs) atuantes no Estado participam do módulo avançado do Curso de Coordenadores Hospitalares de Transplantes, no mesmo local e horário.

Os participantes do módulo intermediário do curso serão estimulados a fazer a notificação de potenciais doadores de órgãos e tecidos para transplantes. O Ceará tem 62 hospitais notificantes de potenciais doadores, públicos, privados e filantrópicos, cadastrados no Ministério da Saúde. Das 18 Comissões Intra-Hospitalares formalizadas no Estado, 14 delas funcionam em Fortaleza, duas em Sobral e duas no Cariri. As UPAs 24 horas também fazem a notificação de potenciais doadores de órgãos e tecidos através dos hospitais notificantes.

O Brasil tem hoje o maior sistema público de transplantes do mundo, no qual cerca de 95% dos procedimentos e cirurgias são feitos com recursos públicos. O Ceará, anualmente, fica entre os Estados que mais realizam transplantes de órgãos no país, com recordes sucessivos. Além do elevado nível de especialização e excelência das equipes transplantadoras no Ceará e do trabalho das comissões intra-hospitalares, um dos principais fatores que contribuem para o crescimento no número de transplantes é a solidariedade característica dos cearenses. Para ser um doador não precisa deixar mais nada por escrito, basta avisar a família sobre a vontade de doar e ajudar a salvar vidas.

O processo de doação começa com a identificação e a manutenção dos potenciais doadores. O profissional da CIHDOTT realiza avaliação das condições clínicas do potencial doador, da viabilidade dos órgãos a serem extraídos e faz entrevista para solicitar o consentimento familiar da doação dos órgãos e tecidos. Em seguida, os médicos comunicam à família a suspeita da morte encefálica, realizam os exames comprobatórios do diagnóstico, notificam o potencial doador à Central de Transplantes, que repassa a notificação à CIHDOTT. Nos casos de recusa da doação, o processo é encerrado.

Em 2015, ano em que estabeleceu o novo recorde de 1.433 transplantes, o Ceará aparece no Registro Brasileiro de Transplantes (RBT) com a melhor taxa de transplantes de fígado do Brasil, terceiro estado do país em doadores efetivos de órgãos e tecidos para transplantes por milhão da população (pmp) e terceiro em transplantes de órgãos de doadores falecidos. Este ano, até maio, foram realizados no Ceará 545 transplantes de órgãos e tecidos no Ceará, seis a mais que no mesmo período do ano passado. Os 69 transplantes de fígado e os 345 de córnea deste ano superam os 67 de fígado e 311 de córnea no mesmo período de 2015. Foram realizados até maio deste ano 102 transplantes de rim, 7 de coração, 69 de fígado, 1 de pulmão, 22 de medula óssea (13 autólogos e 9 alogênicos), 345 de córnea e 3 de esclera.

08.06.2016

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