Profissionais de saúde debatem sobre redução da mortalidade materna

1 de setembro de 2016

Enfermeiros e médicos das unidades básicas e hospitais de Fortaleza e Região Metropolitana e SAMU 192 participam nesta quinta-feira (1º) do curso “Manejo obstétrico da hemorragia pós-parto e pós-abortamento”, realizado pela Secretaria da Saúde do Estado, através do Núcleo de Saúde da Mulher, Adolescente e Criança (Nusmac), da Coordenadoria de Políticas e Atenção à Saúde. O curso, que encerra nesta sexta-feira (2) ocorre até as 17h30, no Hotel Plaza Praia Suítes, com a participação de 51 profissionais da saúde. “Esta é a primeira oficina, com profissionais da macrorregião de saúde  de Fortaleza. Haverá mais quatro oficinas com as demais macrorregiões. Estamos capacitando os profissionais no uso do traje antichoque não pneumático e no manejo da hemorragia obstétrica”, ressalta Silvana Napoleão, supervisora do Nusmac.

A capacitação faz parte do Projeto Zero Morte Materna por Hemorragias, da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e Organização Mundial da Saúde (OMS) em parceria com o Ministério da Saúde para a redução da morbidade e mortalidade maternal. A hemorragia é a segunda principal causa de morte materna no Ceará, de acordo com o boletim de mortalidade materna divulgado no dia 22 de agosto, pela Secretaria da Saúde do Estado. Do total de 36 óbitos maternos por causas obstétricas diretas registrados em 2015, entre aborto, complicação no parto, embolia, hipertensão, inércia uterina, infecções puerperal, 13,5% foram por hemorragia.

Para a médica obstetra Clarisse Uchoa Albuquerque, a iniciativa do Governo do Ceará em promover a capacitação dos profissionais de saúde no manejo obstétrico é fundamental para reforçar ações preventivas nos hospitais onde as gestantes têm o primeiro atendimento, como também nas unidades básicas de saúde, e assim salvar vidas. “O diagnóstico precoce da hemorragia puerperal e a intervenção rápida da equipe multiprofissional podem evitar fatores de riscos. O profissional de saúde tem que ser vigilante. Essa iniciativa do Governo do Estado é extremamente importante para debater as principais causas de morte materna por hemorragia e replicar esse conhecimento”, enfatiza.

O curso “Manejo obstétrico da hemorragia pós-parto e pós-abortamento” é uma das ações do Governo do Ceará no combate à mortalidade materno-infantil. Há um conjunto de ações e projetos focados na promoção da saúde da mulher e da criança. Um dos principais projetos é o Qualifica SUS Ceará, que está mobilizando e capacitando os municípios para a reorganização da rede de atenção à saúde, com melhorias para toda a população, incluindo as gestantes. Outra ação é a Rede Materno-Infantil, que tem proposta de novas diretrizes para mudança do modelo da atenção aplicado ao parto e ao nascimento, além da capacitação de gestores e profissionais de saúde para fortalecer iniciativas de hospitais e maternidades à mudança do modelo assistencial, como a inserção de enfermeiros obstetras na assistência ao parto e nascimento, por exemplo, debatido no III Seminário de Aprimoramento da Enfermagem Obstétrica, realizado no dia 1º de agosto deste ano.

Com a implantação do Projeto Zero Morte Materna por Hemorragias no Ceará, serão desenvolvidos planos de ação para o uso do traje antichoque não pneumático (TAN) em localidades de difícil acesso. O Estado receberá 60 destes trajes, de longa durabilidade, e os participantes serão capacitados para seu correto uso e funcionamento. Os trajes são utilizados para garantir a continuidade do fluxo sanguíneo em órgãos vitais da paciente com hemorragia como o cérebro, coração e pulmão, até que ela seja transferida para um local que possa prestar a assistência necessária ou para que sejam adotadas outras medidas, na própria unidade de saúde em que ela estiver. O traje faz a compressão da pelve e de membros inferiores do corpo.

01.09.2016

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