Programa Eleitor do Futuro promove encontro para debater política e cidadania

29 de setembro de 2016

Despertar nos jovens o interesse pela política, pela participação ativa na vida pública e pela defesa dos próprios direitos. Este é um dos objetivos do Programa Eleitor do Futuro, que teve nesta quinta-feira (29) o segundo dia de formação. A iniciativa é do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE), em parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e a Secretaria da Educação (Seduc), com apoio da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas de Juventude. A ação envolve 60 alunos e 60 professores, de 30 escolas estaduais localizadas em Fortaleza.

Mário Volpi, coordenador do programa Cidadania dos Adolescentes do Unicef no Brasil, defende que a escola tenha um espaço dedicado à discussão da cidadania. “Os adolescentes têm um potencial muito grande para qualificar e fortalecer a democracia do país. É preciso usar esse espaço da escola para permitir que os jovens opinem, debatam os temas nacionais e comecem a criar uma relação diferente com a política, em que a escolha dos candidatos se dê pelo que eles têm a fazer pela sociedade. O Brasil é uma democracia nova, que precisa ser fortalecida, e a participação cidadã dos jovens é uma condição fundamental nesse processo.”, explica.

O coordenador da Escola Judiciária Eleitoral do TRE, Humberto Mota, acredita que o Eleitor do Futuro estimula o protagonismo estudantil. “Temos atuado em duas grandes linhas de ação. A primeira procura incentivar que os jovens de 16 e 17 anos façam o alistamento eleitoral e votem. A segunda busca conscientizar os adolescentes a votarem bem, participando não apenas com o voto, mas mas indo além, praticando a cidadania na escola e na comunidade.

Davi Barros, coordenador das Políticas de Juventude do Gabinete do Governador, participou do Eleitor do Futuro quando era adolescente, e hoje apoia a iniciativa. “Pude testemunhar a capacidade que o projeto tem, de identificar o papel de protagonismo que um jovem pode ter, a partir da intervenção”, argumenta.

Davi observa que, ao longo dos anos, a política foi sendo marginalizada pela sociedade, “num processo que afastou os adolescentes dos processos democráticos. O programa reencanta o jovem com a lógica da participação e com a mediação que a política faz nas relações sociais”, analisa.

Cidadania

A formação tem carga horária de 80 horas, sendo 24h de encontros presenciais e 52h de atividades nas escolas, e busca, ainda, proporcionar o desenvolvimento das competências para a vida, entendidas como o conjunto de aprendizagens sociais e comunicacionais que auxiliam os adolescentes a saber agir em determinadas situações, de forma responsável consigo mesmos e com os outros, conforme definição do Unicef.

Nos encontros presenciais são realizadas exposições dialogadas acerca das competências: “Conhecer e reivindicar seus direitos e assumir responsabilidades”, “Participar de processos decisórios na esfera social e política” e ” Defender a ética, o respeito às coisas públicas e participar dos mecanismos de controle social”. São, também, repassadas orientações para as atividades nas escolas (criação no Núcleo de Cidadania dos Adolescentes – NUCA – e realização de oficinas, campanha e do seminário “Ser adolescente em comunidade”).

A metodologia utilizada na capacitação é uma adaptação para o universo escolar do modelo adotado nas atividades voltadas à obtenção do Selo Unicef – Município Aprovado, para municípios do semiárido brasileiro.

29.09.2016

Assessoria da Comunicação da Seduc
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Expediente imprensa2-01