Cuidados paliativos melhoram qualidade de vida de pacientes

7 de outubro de 2016

Neste sábado, 8 de outubro, é comemorado o Dia Mundial de Cuidados Paliativos. O Hospital Geral Dr. Waldemar Alcântara, da rede pública do Governo do Estado, em média, atende 32 novos pacientes por mês no Serviço de Cuidados Paliativos (SCP). Até setembro deste ano, desde o início do funcionamento do serviço há dois anos, 597 pacientes foram acompanhados pela equipe multidisciplinar do hospital. Com o objetivo de garantir mais cuidados e acolhimento, os profissionais acompanham o paciente e sua família durante toda a internação, para controle dos sintomas das doenças e alívio do sofrimento que envolve a hospitalização.

O tratamento também tem continuidade quando há desospitalização por meio do Serviço de Assistência Domiciliar (SAD) ou pelo ambulatório do hospital. A equipe multiprofissional do Serviço de Cuidados Paliativos do Waldemar Alcântara tem médica geriatra, assistente social, psicóloga e enfermeira. De acordo com a médica geriatra Eugênia Guimarães, o cuidado de forma ampla resgata os processos da vida e os valores humanos. “Muitos têm a visão que cuidado paliativo é apenas para quem está perto de morrer. Na verdade, é uma progressão que vai acompanhado a evolução da doença. Há pacientes que vão ter indicação de cirurgia, de UTI, junto com os cuidados paliativos. À medida que a doença vai avançando, a equipe avalia o que trará mais benefícios”, diz.

Segundo a psicóloga Fernanda Azevedo, a indicação do tratamento vai depender da fase que o paciente está atravessando em seu quadro clínico, podendo, em alguns casos, aliar o tratamento curativo com paliativo, com controle da dor, além do acompanhamento emocional da família e do paciente. “São observados vários aspectos individualizados de cada paciente, sobre o que é melhor indicado no contexto da doença”, esclarece a psicóloga. O trabalho de conscientização dos familiares do paciente nesses casos é essencial. “Esse é um dos grandes momentos: conversar com a família sobre o que está acontecendo. Abrimos um espaço para a família falar e todos eles agradecem muito, porque nunca haviam se sentido acolhidos e ouvidos em outro lugar. A reunião tem o objetivo de escutá-los, tirar dúvidas e passar o parecer da equipe”, diz Fernanda.

Acolhimento

Crystian Araújo, 21 anos, é um dos pacientes atendidos pelo Serviço de Cuidados Paliativos do hospital. O jovem, internado na Unidade de Cuidados Especiais (UCE), é o único filho da dona de casa Marciana Araújo, 43. Segundo a mãe, Crystian nasceu com paralisia cerebral e microcefalia. Ela acompanha o tratamento do filho diuturnamente e conta que, no início, não aceitou bem a proposta de cuidados paliativos. “Eu achava que não iam mais fazer nada por ele. A equipe conversou comigo e entendi que era o melhor para amenizar o sofrimento dele”, explica.

No tratamento do jovem, a equipe multidisciplinar vem ministrando medicamentos para amenizar a dor e controlar a febre provocada por infecções. “No começo eu não queria entender, mas com as explicações entendi melhor. Também pesquisei sobre o assunto na internet”, diz Marciana. Ela conta ainda que tem o hábito de conversar com os profissionais. A partir das orientações, ela aprendeu a lidar melhor com a doença do filho e a cuidar também de si. “Eu não conseguia sair de perto dele. Em casa era do mesmo jeito, eu nem saía”, lembra.

Orientação ao paciente e à família

Muitos pacientes e seus familiares têm dúvidas sobre o que seriam cuidados paliativos. De acordo com definição da Organização Mundial de Saúde (OMS), trata-se de uma abordagem que promove a qualidade de vida de pacientes e familiares que enfrentam doenças que ameaçam a continuidade da vida, por meio de prevenção e alívio do sofrimento. Para isso, é necessário avaliar e controlar não somente a dor, mas todos os sintomas de natureza física, social, emocional e espiritual.

Com o objetivo de orientar sobre este tipo de assistência, a Aliança Mundial dos Hospices e Cuidados Paliativos (Worldwide Hospice Palliative Care Alliance – WHPCA) passou a celebrar o Dia Mundial de Cuidados Paliativos, em 8 de outubro. Neste ano o tema será “Viver e morrer com dor: não precisa ser assim”. Os profissionais que prestam cuidados paliativos atuam não só com a prescrição de medicamentos, mas também com medidas não farmacológicas.

O acompanhamento da equipe é acionado quando o médico assistente identifica que um paciente e sua família necessitam de apoio, solicitando o parecer do Serviço de Cuidados Paliativos do Waldemar Alcântara. A equipe avalia o paciente para que seja desenvolvido um plano de cuidado específico para o controle de sintomas, ofertando o apoio necessário mesmo quando o processo da doença conduz a vida para um fim natural.

07.10.2016

Foto: Assessoria de Comunicação do HGWA

Assessora de Comunicação do Hospital Geral Waldemar Alcântara
Lusiana Freire
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