Saúde debate estratégias para redução da mortalidade neonatal

13 de outubro de 2016

Até as 17 horas desta quinta-feira, 13 de outubro, 180 profissionais de saúde, entre representantes dos bancos de leite humano, UTIs neonatais, UCIs, Coordenadorias Regionais de Saúde (CRES), coordenações municipais e profissionais de saúde da atenção primária debatem sobre as conquistas e os desafios na rede materno-infantil do Estado, com foco na continuidade da redução da mortalidade neonatal. O seminário “Mortalidade Neonatal: desafios da atenção à saúde da criança”, realizado pela Secretaria da Saúde do Ceará com o apoio do Gabinete da Primeira-Dama do Estado, Onélia Leite Santana, tem o objetivo de discutir e desenvolver estratégias de situação epidemiológica e redução da mortalidade neonatal no Ceará. “Nossas crianças precisam crescer. Se a gente cuidar dessa semente hoje, teremos um futuro”, ressaltou a representante da primeira-dama do Estado, a assessora do Programa Mais Infância, Dagmar Soares.

banner seminario mortalidade infantil 02Para o coordenador de Políticas e Atenção à Saúde da Sesa, Ivan Mendes Júnior, o desenvolvimento de uma política de saúde integrada e a garantia do apoio além da assistência é importante para a redução da mortalidade neonatal. “A gente quer uma política integrada na qual saibamos de cor o histórico da mulher na condição de gestante”, disse. Atualmente, as afecções perinatais representam a principal causa de mortalidade neonatal e infantil no Brasil e no Ceará, além de responderem por cerca de 50% das mortes de menores de cinco anos. De acordo com a supervisora do Núcleo de Saúde da Mulher, Adolescente e Criança da Sesa, Silvana Napoleão, “o seminário é para unirmos forças, debatermos estratégias para a gente construir ações para reduzir a mortalidade neonatal”, enfatizou.

banner seminario mortalidade infantil 07A Taxa de Mortalidade Infantil (TMI) por mil nascidos no Ceará diminuiu de 18,1 em 2006 para 12,0 em 2015. Para o coordenador do Unicef no Ceará, Piauí e Rio Grande do Norte, Ruy Aguiar, o Estado tem se tornado referência na redução da mortalidade infantil. “No ano que vem, o Unicef completa 37 anos no Ceará. A realidade era de cada mil crianças, 100 morriam antes do primeiro ano de vida. Hoje, são 12 óbitos para cada mil nascidos vivos. Nós podemos reduzir ainda mais este número. Aprendemos com o povo cearense sobre como fazer política pública de atenção à criança. Tudo o que é feito aqui tem uma repercussão nacional. Se o Brasil tem uma melhoria na saúde, grande parte dessa melhoria passa aqui no Ceará”, declarou.

Em parceria com o Ministério da Saúde e os municípios, a Secretaria de Saúde do Estado desenvolve ações para a redução do componente neonatal da taxa de mortalidade infantil, como o Projeto QualificaSUS que objetiva a reorganização da Rede Materno Infantil, o reforço da qualidade no pré-natal e na assistência ao parto, além da expansão das UTIs neonatais e a implantação do Núcleo de Estimulação Precoce nas 19 policlínicas regionais do Governo do Estado, para atender a bebês com distúrbios neuropsicomotores, inclusive microcefalia. Segundo a representante do Ministério da Saúde, Tereza Odete, “as ações do Estado visando à redução da mortalidade infantil são muito boas, estão focadas na prática integral de atenção da criança, principalmente nos eixos de promoção, proteção e apoio ao aleitamento materno; na atenção humanizada, unificada à promoção neonatal. O nosso principal desafio é fortalecer essas práticas que já estão sendo implementadas e fazer uma articulação intersetorial para promovê-las”.

Núcleo de Estimulação Precoce

O atendimento no Núcleo de Estimulação Precoce das policlínicas regionais é feito por uma equipe multidisciplinar, formada por fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, fonoaudióloga e psicóloga. Atualmente, as policlínicas regionais que estão com o serviço implantado e em atendimento são as que estão localizadas em Aracati, Barbalha, Baturité, Brejo Santo, Camocim, Campos Sales, Caucaia, Crateús, Icó, Iguatu, Itapipoca, Limoeiro do Norte, Pacajus, Russas, Sobral, Tauá e Tianguá, que atendem a 294 crianças com distúrbios neuropsicomotores. Entre elas, 73 com microcefalia.

Para receber o atendimento na policlínica, o paciente precisa ser encaminhado pelo posto de saúde do município ou transferido de outra unidade de saúde. Ao chegar à policlínica regional, a criança é atendida pela equipe multidisciplinar do Núcleo de Estimulação Precoce, onde no primeiro dia é avaliada pela fisioterapeuta, fonoaudióloga e terapeuta ocupacional e então, elaborado o plano de tratamento de acordo com o que a criança apresenta. Após a avaliação, a criança passa a ser atendida no mínimo duas vezes por semana, recebendo acompanhamento e a mãe, orientações sobre como estimular o desenvolvimento do filho em casa.

A criação dos Núcleos de Estimulação Precoce nas policlínicas regionais do Estado foi articulada pela primeira-dama do Ceará, Onélia Leite Santana. A iniciativa é uma parceria do Governo do Estado, do Núcleo de Tratamento e Estimulação Precoce (Nutep), programa de extensão da Universidade Federal do Ceará (UFC), e dos municípios.

Programa Mais Infância Ceará

O programa é dividido em três pilares: “Tempo de Crescer”, “Tempo de Brincar” e “Tempo de Aprender”. O Tempo de Crescer compreende que o desenvolvimento infantil requer uma abordagem integral e visa à construção de uma rede de fortalecimento de vínculos familiares e comunitários através de serviços e formações que contemplem profissionais, pais e cuidadores.

O “Tempo de Brincar” foca nos benefícios da brincadeira para o desenvolvimento físico, cognitivo e emocional das crianças, além do convívio familiar, da socialização e de sua integração à cultura de sua comunidade. O intuito é construir e revitalizar espaços públicos que garantam o direito da criança ao brinquedo e a brincadeira. Já o “Tempo de Aprender” entende a escola como direito de todos, buscando atender a meta de universalizar a oferta de pré-escola e ampliar a oferta de creches.

13.10.2016

Fotos: Ariel Gomes/ Governo do Estado do Ceará

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