#MêsdaConsciênciaNegra: Seduc realiza manhã de atividades em alusão ao Dia da Consciência Negra

18 de novembro de 2016

O objetivo da ação foi sensibilizar os servidores e demais participantes para a valorização da cultura afro-brasileira

 

rDSC 0271A Secretaria da Educação (Seduc) promoveu, nesta sexta-feira (18), evento alusivo ao Dia da Consciência Negra, comemorado nacionalmente em 20 de novembro. O objetivo da ação foi sensibilizar os servidores e demais participantes para a valorização da cultura afro-brasileira. A iniciativa foi organizada pela Coordenação de Diversidade e Inclusão Educacional da Secretaria.

A programação iniciou com apresentação do Grupo Saias que Contam, composto por estudantes do 9º ano do ensino fundamental da Escola Construindo o Saber, pertencente à rede municipal de Maracanaú. As jovens buscam conscientizar a respeito das raízes negras por meio da arte, utilizando expressões como a dança, a música e a contação de histórias.

Em seguida, houve mesa temática abordando “Educação, Cidadania e o espaço do negro e da negra na sociedade”, com a presença de membros do Movimento Negro do Ceará. A professora Zelma Madeira, da Coordenadoria Especial de Promoção da Igualdade Racial, ligada ao Gabinete do Governador, participou do evento.

“Daqui parte a necessidade de rompermos com o racismo institucional. Nós, da população negra, ainda estamos em situação delicada em relação à oferta de emprego. Precisamos ter oportunidades para que esta realidade se altere. Temos que fazer o debate e perceber como o racismo se coloca entre as relações interpessoais, e também no âmbito das instituições. Temos que alterar o discurso de que no Ceará não existem negros. Estamos aqui resistindo e contribuímos com a geração de riqueza para nosso Estado”, considera Zelma.

Equidade social

A secretária adjunta da Educação, Márcia Campos, acredita que a mobilização em torno da causa é fundamental para a promoção da equidade social. “Temos que lutar por uma sociedade mais justa e igualitária, em que todos sejam reconhecidos e respeitados. Os negros constituem uma das matrizes fundantes da cultura brasileira. Tenho esperança, acredito na força da resistência e na concretização desse sonho”, defende.

Na visão de Bernardete Feitosa, assessora técnica da equipe de Educação Escolar Indígena e Quilombola da Seduc, o racismo ainda é presente no Brasil, embora ocorra principalmente de maneira velada. “Nosso país se diz não racista, mas, percebemos no cotidiano posturas que demonstram dificuldade de aceitar o outro, inclusive, pela cor da pele. Trabalhamos focando na temática do respeito à diferença, incluindo a de raça, valorizando a contribuição dos afro-brasileiros à nossa cultura”, explica.

Ainda durante o evento comemorativo, houve apresentação do Grupo Erês, mesa de comidas típicas, feira de artesanato e oficina de turbante.

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18.11.2016

Assessoria de Comunicação da Seduc
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