Semace: curso de geoprocessamento ajudará mapeamento de riscos e danos ambientais

1 de agosto de 2017 # # #

Alberto Perdigão - Assessoria de Comunicação da Semace - (85) 3101.5554

Gestores e fiscais ambientais da Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace) estão aprendendo as mais novas técnicas em cartografia e geoprocessamento, para qualificar a elaboração e análises de mapas, em ações de licenciamento (prevenção) e de fiscalização (punição). O curso de 64 horas teve início, na manhã desta terça-feira (1), e segue, até quarta-feira (9), com aulas teóricas e práticas. Até lá, os técnicos conhecerão os programas e aplicarão as funcionalidades mais modernas para representar os recursos naturais de qualquer área do território cearense, inclusive com o uso de imagens registradas por satélite.

O professor do curso é o oceanógrafo pós-doutor em Ciências e Tecnologia Ambiental, Alexandre Mazzer, para quem o geoprocessamento permite dar mais clareza e segurança jurídica às decisões da Semace relacionadas a impactos, potencialidades, vulnerabilidades ambientais e sócio-ambientais. “A segurança jurídica é um dos alvos a serem alcançados nesse tipo de análise, porque vai permitir ter uma precisão maior de áreas autuadas e, principalmente, uma definição mais clara das áreas onde tem restrições ou permissividades”, afirmou o cientista. “Isso vai estar no mapa”, concluiu.

Alicerce

O diretor de Fiscalização da Semace, Lincoln Davi, é um dos 60 alunos do curso. Para Davi, as novas tecnologias de geoprocessamento facilitam o trabalho da autarquia, na hora de licenciar um empreendimento público ou privado, “porque indica a localização correta de um rio, o topo de um morro ou a proximidade de uma indústria de uma unidade de conservação” – exemplificou o diretor. “O georreferenciamento, para o licenciamento, é como se fosse o alicerce, a base de uma casa”, comparou. “Os mapas deixam as informações mais claras, inclusive para o Ministério Público, que tem acesso às nossas informações”, completou.

01.08.2017