5ª Mostra de Artes do Porto Iracema revela nova cena artística cearense

4 de dezembro de 2017 # # #

Raphaelle Batista - Assessoria de comunicação do Porto Iracema das Artes (85) 99700-1050 / 98156-6472 / 3219.5865 / 3219.5842

A partir de amanhã, dia 5, estreiam os espetáculos de dança“233-A, 720 Khalos”,“Corpos Embarcados”, “Gente de lá” e “Fortaleza 2040”

Dezembro marca o encerramento do ano letivo e, na escola de Criação e Formação do Ceará, o momento é de mostrar o resultado de processos artísticos dos percursos básicos, técnicos e dos laboratórios de criação. É a Mostra de Artes do Porto (MOPI), que este ano chega à 5ª edição. Ao longo de todo o mês, começando na próxima terça-feira, dia 5, serão apresentados gratuitamente espetáculos de teatro, dança e música, além de pitching de roteiros e partilha das pesquisas em artes visuais.

Em comum, os trabalhos artísticos dos Laboratórios de Criação trazem discussões que mapeiam a cidade de Fortaleza em suas questões urbanas, de gênero e identidade. São 22 projetos divididos em cinco linguagens artísticas que, por vezes, dialogam diretamente em suas poéticas, numa interseção entre música e dança, artes visuais, cinema e teatro.

“O artista se relaciona com seu tempo e, naturalmente, o tempo que estamos vivendo juntos se reflete nesses projetos. São, em sua maioria, trabalhos pungentes, que reclamam visibilidade para as questões mais em destaque neste ano: questões de gênero, de pertencimento, de direito à memória, à cidadania, à democracia e à cultura no seu aspecto mais abrangente”, avalia a coordenadora dos Laboratórios de Criação do Porto, Natasha Faria.

A diretora de formação e criação do Porto Iracema das Artes, Bete Jaguaribe, ressalta que a MOPI é um momento “especialíssimo” no processo de formação dos programas da escola porque é quando os processos artísticos de materializam em apresentações, espetáculos de dança, teatro e música, exibições de filmes e exposições de artes visuais. “Mas, mais do que isso, é um momento em que avaliamos nossos processos, fazemos a crítica conceitual. Repensamos a própria escola. Essas reflexões servem de contribuição para os ajustes do ano letivo seguinte”, acrescenta.

MOPI DANÇA

As apresentações do Laboratório de Dança abrem a MOPI 2017 já a partir da próxima semana. Na terça-feira, dia 5, a intérprete criadora Valéria Pinheiro apresenta “233-A, 720 Khalos”. Com direção geral de Andréa Bardawil, direção de imagens e fotografias de Marcelo Paes de Carvalho e assistência de Carina Santos, o projeto teve a tutoria de Margô Assis. O trabalho discute a resiliência do corpo feminino a partir de referências como a pintora mexicana Frida Khalo. O espetáculo acontece na sala de criação do Centro de Narrativas Audiovisuais do Porto, o CENA 15, e inicia às 19h.

No dia seguinte, 6, também às 19h, mas desta vez no Teatro Sesc Iracema, tem a estreia do espetáculo “Corpos Embarcados”, a partir das memórias do Fandango Cearense. Essa manifestação artística era encontrada entre os pescadores da Praia do Mucuripe, em Fortaleza, mas hoje está somente na memória dos brincantes. Além de ser um experimento cênico sobre a dança tradicional, a apresentação propõe uma reflexão sobre conflitos atuais que atingem os pescadores, como a especulação imobiliária. O trabalho é assinado por Circe Macena, Marina Brito e Alisson Barbosa. A tutoria foi de Maria Eugênia Almeida.

Já no dia 7, quinta-feira, o espetáculo “Gente de lá” traz uma ação cênica em dança a partir da investigação do corpo roleta-russa: negro, favelado e urbano. Desenvolvido no projeto Afrontamento, dos artistas Wellington Gadelha, Priscilla Sousa e Alexandre Fernandes, a ideia é interligar resistências e pensar os territórios, as violências e os circuitos de segregação étnico-racial-espacial em Fortaleza. A tutoria do projeto foi de Luiz de Abreu. A apresentação será a partir das 19h no estúdio de audiovisual da escola.

 

Encerrando a primeira semana da MOPI, na sexta-feira, o espetáculo “Fortaleza 2040” é resultado do projeto Constituição Coreográfica Criminosa, de Andréia Pires, Geane Albuquerque e Honório Félix. Com tutoria de Alejandro Ahmed, o trabalho discute a violência urbana e o lugar da arte nas soluções, nem sempre pacíficas, do problema. A apresentação acontece no Teatro Sesc Iracema, às 19h.

Na segunda semana de dezembro, será a vez dos artistas do Laboratório de Artes Visuais e de Música apresentarem os resultados de seus projetos, sempre com a presença dos tutores. Já dos dias 15 a 18 estreiam os espetáculos do Laboratório de Teatro. O pitching e a rodada de negócios dos roteiros do Laboratório de Audiovisual ocorrerão no dia 16.

PREAMAR

A MOPI também é o momento de apresentação dos trabalhos realizados pelos alunos dos Cursos Básicos de artes cênicas, artes visuais e audiovisual no programa PREAMAR, durante o segundo semestre. Os projetos desenvolvidos em cada uma das áreas foram provocados pelo conceito de UTOPIAS, que norteou os trabalhos da escola durante o ano de 2017.

“No PREAMAR a dinâmica de aprendizagem se dá no curso de uma realização artística, no enfrentamento com as possibilidades e os limites da criação. A mostra dá início a um novo ciclo que é a relação da obra com o público, ou seja, a aprendizagem continua”, explica Edilberto Mendes, coordenador do Programa de Formação Básica do Porto.

A partir do dia 12 de dezembro, tem início a exposição “Utopias da imagem”, com fotografias, colagens, desenhos e pinturas dos estudantes que fizeram o PREAMAR Artes Visuais. Eles receberam a orientação dos professores Lia de Paula e Júnior Pimenta.

Já nos dias 14 e 17, no Teatro Dragão do Mar, às 19h, tem a estreia do espetáculo “Além Aquém Daqui”, dos alunos que passaram pelo percurso de Artes Cênicas. A direção é assinada pela atriz Maria Vitória.

Os três curtas-metragens do PREAMAR Audiovisual – Ficções no Porto, inspirados na obra do cantor e compositor cearense Belchior, terão trechos apresentados e discutidos no Rotas de Criação Audiovisual no dia 20, às 15h, no auditório.

ROTAS DE CRIAÇÃO GAMES

O curso técnico de Computação Gráfica, que desenvolve jogos eletrônicos e analógicos, forma sua segunda turma pelo Porto Iracema das Artes no dia 11, às 15h, no auditório da escola. Haverá a apresentação de trabalhos e portfólios em artes visuais, design e games.

OFICINAS E PALESTRAS ESPECIAIS

Além dos espetáculos e apresentações dos trabalhos artísticos, a MOPI 5 traz ainda grandes nomes à programação do Porto. O primeiro deles é a filósofa e escritora Marcia Tiburi, que realiza no primeiro dia de dezembro a aula aberta “Diálogos Possíveis”, no pátio do Porto, às 19h. No dia 15, no Cinema do Dragão, o convidado é o documentarista João Moreira Salles, que vem exibir pela primeira vez na Cidade “No Inverso Agora”, seu filme mais recente. Após a sessão, ele debate a obra com o público e, no dia 16, participa do pitcinhg de roteiros do Laboratório de Audiovisual.

A escola recebe, também, a oficina “RUDMOV – Requalificação do uso de dispositivos móveis”, do fotógrafo e retratista pernambucano Luiz Santos, nos dias 11 a 14. E, encerrando o mês, tem a Oficina de Palhaço, com o ator Ésio Magalhães.

Serviço

O que: 5ª Mostra de Artes do Porto Iracema das Artes (MOPI) – 1ª semana: MOPI DANÇA

Quando: De 5 a 8 de dezembro, sempre às 19h

Onde: CENA 15 (Rua José Avelino, 495, Praia de Iracema) | Porto Iracema das Artes (Rua Dragão do Mar, 160, Praia de Iracema) |Teatro Sesc Iracema (Rua Boris, 90, Praia de Iracema)

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