Seminário abre Semana Mundial do Aleitamento Materno

1 de agosto de 2017 # # # #

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Fotos - Marcos Studart / Governo do Ceará

“Amamentar. Ninguém pode fazer por você. Todos podem fazer junto com você” é o tema da campanha 2017

Iniciativa do Governo do Ceará, por meio do Gabinete da Primeira-Dama e da Secretaria da Saúde, foi realizado na manhã desta terça-feira (1º), o Seminário Estadual de Aleitamento Materno. O seminário, que ocorreu no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), é uma atividade do programa Mais Infância Ceará, idealizado pela primeira-dama do Estado, Onélia Leite de Santana, e marca a abertura da Semana Mundial do Aleitamento Materno. “É uma oportunidade de dialogar, de debater mitos que intimidam o aleitamento materno”, declarou Onélia. Este ano, o tema da Semana Mundial de Aleitamento Materno é “Amamentar. Ninguém pode fazer por você. Todos podem fazer junto com você”.

“O leite materno tem todos os nutrientes necessários para o bebê se desenvolver, mas também o afeto, o momento da mãe estar junto, é muito rico para a criança”, ressaltou a primeira-dama na abertura do seminário. “A gente precisa levar essa informação para as mães”, acrescentou. O secretário da Saúde do Estado, Henrique Javi, disse que em dois anos do Programa Mais Infância Ceará, tem sido crescente o envolvimento da população nas políticas de promoção e proteção à saúde, entre elas o estímulo à amamentação exclusiva. “São ações de prevenção e proteção à saúde que garantem o estado saudável”, sustentou Javi. “Uma sociedade de pessoas mais saudáveis é uma sociedade mais justa”, afirmou o secretário.

O seminário prestou homenagem à enfermeira Márcia Machado, pró-reitora de Extensão da Universidade Federal do Ceará (UFC), que iniciou o primeiro banco de leite humano do Ceará, na Maternidade Escola Assis Chateaubriand (MEAC), da UFC. Foi ainda feita a entrega da certificação, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aos bancos de leite humano do Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), Hospital Infantil Albert Sabin (HIAS), Hospital Geral de Fortaleza (HGF) e Hospital Regional Norte (HRN), em Sobral, todos da rede pública do Governo do Ceará, como também do Hospital Municipal São Lucas, em Juazeiro do Norte, Hospital Maternidade São Vicente de Paulo, em Barbalha, Hospital Geral de Maracanaú, Hospital Maternidade Jesus Maria José, em Quixadá, e MEAC.

Após a conferência sobre a campanha da Semana Mundial do Aleitamento Materno 2017 no Brasil, a Coordenadora das Ações de Aleitamento Materno do Ministério da Saúde, Fernanda Ramos Monteiro, entregou uma placa ao prefeito José Maria Gomes Bezerra, de Farias Brito, em homenagem à certificação na Estratégia Amamenta Alimenta Brasil (EAAB) das nove equipes de Saúde da Família existentes no município. Em todo o Ceará, são as dez equipes certificadas pelo Ministério da Saúde, incluindo uma equipe do município de Mucambo. “Quando a mulher decide amamentar, ela não faz sozinha – em algum momento ela vai precisar de apoio do profissional de saúde, do envolvimento da família”, enfatizou Fernanda Ramos Monteiro, em referência ao tema da Semana Mundial do Aleitamento Materno 2017.

Apoio à amamentação

Depoimentos de mães que decidiram amamentar confirmaram a observação da técnica do Ministério da Saúde. A administradora Daniara Pessoa contou que não teve dificuldade para alimentar o filho, hoje com 8 anos. A dificuldade, disse ela, foi a alergia alimentar do filho. Daniara se submeteu a dieta rigorosa e não teve apoio no emprego para continuar amamentando. “Todos diziam para fazer o desmame”, lembra. Ela recusou. “Apoiem a mãe que quer amamentar”, pediu Daniara. O desmame só aconteceu aos 2 anos e 6 meses do filho.

“É difícil amamentar, é difícil parar de amamentar”. Essa é a constatação da farmacêutica Bárbara Osório Xavier Montezuma. Ela contou que amamentar a segunda filha a ajudou a passar em um concurso público, já que a licença maternidade permitiu que ela estudasse. Ela continuou amamentando depois do fim da licença, mas ficou grávida novamente. Ela fez o desmame gradual e a terceira filha, hoje com 1 ano e 3 meses, continua mamando. A pediatra Luana Nepomuceno Castro Feitosa, com uma filha de 8 meses, decidiu manter a amamentação, mesmo com fissura mamária e a mastite que contraiu. “Encontrei apoio no banco de leite do HGF”, reconheceu. As três mães desenvolvem atividades de apoio e estímulo à amamentação.

Solidariedade

Em 2017, a solidariedade de mães cearenses materializou-se em cerca de 1.655 litros de leite materno obtidos por meio do cadastro de 1.490 mães doadoras. Além de amamentar os filhos, elas dividiram o próprio leite materno com bebês que estão internados em quatro hospitais da rede pública estadual. Entre janeiro e junho deste ano, o volume de leite materno doado no Banco de Leite Humano do Hospital Regional Norte foi de 146,9 litros, realizado por 138 de mães. No HGF, no mesmo período, 573 mulheres doaram 385 litros de leite humano. O mesmo cuidado tiveram as 551 mães que buscaram o Hospital Infantil Albert Sabin e, nos seis primeiros meses deste ano, doaram 420 litros de leite.

Já de janeiro a julho desse ano, 228 mães do Hospital Geral Dr. César Cals ajudaram a salvar a vida de 1.457 bebês que estiveram internados na UTI Neonatal. Ao todo, foram mais de 703 litros de leite materno. Para conseguir tudo isso, foram feitas 502 visitas domiciliares e 2.060 atendimentos às mães. E foram quase 442 litros de leite ordenhado no hospital, exclusivo para os bebês internados, levados pelas próprias mães, que participam dos cuidados aos recém-nascidos.

Entretanto, as doações costumam cair. Mas a necessidade desse alimento, rico em nutrientes e ideal para alimentar as crianças internadas, é constante. As mães dos pequenos beneficiados demonstram gratidão às que reservam parte do leite produzido para outros bebês. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que os bebês recebam leite materno até os dois anos ou mais associado à alimentação complementar saudável, sendo exclusivamente até o 6º mês de vida. Além de fazer bem para a saúde da mãe e do filho, o aleitamento materno é a forma mais econômica e ecológica de alimentar uma criança.

Doações

Para doar leite materno, basta estar amamentando e apresentar excesso de leite; estar saudável; não fumar; não usar álcool ou drogas; não usar medicamentos que impeçam a doação; apresentar cartão do pré-natal e documento oficial com foto. No ano passado, 3.940 litros de leite materno foram obtidos por meio do cadastro de 4.256 mães doadoras. Os bancos de leite da rede pública do Governo do Ceará receberam as doadoras, coletaram o alimento e pasteurizaram o leite que ajudou a alimentar os bebês que estão internados nas unidades de saúde. O total recebido equivale a 328 litros por mês.