Egressos do sistema prisional participam de formação para desenvolvimento humano

4 de julho de 2017 #

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O autoconhecimento e o autocontrole para uma mudança positiva de vida são ferramentas da formação de coaching que vem sendo desenvolvida com egressos do sistema prisional e funcionários da Secretaria da Justiça e Cidadania, dentro do projeto Coaches por um Ceará Pacífico. Nesta terça (4), oito participantes concluíram a formação. Ao todo, 42 pessoas foram alcançadas pelas quatro turmas formadas desde o início do projeto.

Nos doze encontros realizados neste semestre, exibições de filmes seguidas de discussões apresentaram as temáticas debatidas. De acordo com a coach Cibele Chavante, os encontros sempre mesclam escuta, partilha e reflexão: “Trabalhamos uma perspectiva de autodesenvolvimento, controle emocional, melhoria contínua do foco e uma visão de planejamento tanto na vida pessoal quanto na vida profissional”.

Aprendendo a controlar diariamente atitudes impulsivas e violentas, Benício Soares, tornozelado há onze meses, conta que os encontros têm servido para fazê-lo refletir sobre as consequências de seus atos e melhorar a cada dia o seu modo de reagir às situações: “Depois de passar 15 anos no sistema, poder chegar aqui e passar por essa experiência de aprender a me comportar de um modo diferente para me reinserir na sociedade é uma grande oportunidade. Eu era bastante explosivo e hoje, depois do coaching, acontecem coisas na minha vida que eu consigo relevar”, afirma.

Jarliel Cipriano, egresso e participante de uma das primeiras turmas do projeto, destaca a formação como forma de aprimorar seu desempenho em todas as áreas da vida: “O coaching tem me ensinado a ser uma pessoa melhor, percebendo coisas sutis que antes não faziam diferença e agora podem ajudar a melhorar meus relacionamentos e meu desempenho no trabalho e na família”, conta.

Além do coaching, os participantes foram certificados também pela Escola de Perdão e Reconciliação (Espere) da Pastoral Carcerária através do curso Fundamentos em Práticas de Justiça Restaurativa, que trabalha o perdão e a reconciliação por meio da promoção da paz.

A Coordenadora Diocesana da Pastoral Carcerária da Igreja Católica do Ceará, Irmã Gabriella Pinna, destaca a ressignificação do passado como instrumentos de transformação: “Se a violência nasce do coração do homem, acreditamos que a paz também nasce, por isso, trabalhamos para que eles aprendam a lidar com as emoções e como consequência, tenham mudanças positivas de comportamento”, afirma.