Imagine Cup: conheça os três projetos cearenses que disputam a Copa do Mundo da Tecnologia

9 de maio de 2017 # # # #

Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior – Secitece Emilia Augusta Bedê – Coordenadora de Comunicação – 999949140

Os trabalhos apostam em sustentabilidade, inclusão social e democratização do conhecimento

A etapa nacional da Imagine Cup, que acontece em Fortaleza, vai contar com a participação de três projetos cearenses que disputarão o título na competição considerada a Copa do Mundo da Tecnologia. Os trabalhos estão entre os 15 finalistas da etapa nacional da 15ª Imagine Cup, competição organizada pela Microsoft que elege as melhores invenções de estudantes valendo-se da utilização da plataforma Cloud Computing (computação em nuvem).

O evento ocorrerá nos dias 17 e 18 de maio, no Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura e no Cineteatro São Luiz. É uma realização da Microsoft e do Governo do Ceará, por meio da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece).

Os projetos cearenses apostam no auxílio a pessoas com deficiência visual; no monitoramento do consumo de energia elétrica; e no ensino online gratuito de programação competitiva. Eles vêm da Universidade Federal do Ceará (UFC), Universidade de Fortaleza (Unifor) e do Colégio Farias Brito, respectivamente. Conheça melhor os projetos classificados:

Inovação e inclusão

O projeto “Vibeye” consiste em um aparelho, acoplado a um óculos ou a um boné, capaz de enviar informações de um dado trajeto a uma pulseira vibratória. A cada vibração, o usuário percebe estar diante de um obstáculo.

A inversão dos estudantes da UFC é capitaneado pelo estudante Samuel Lima, do curso de Engenharia Elétrica. Aderiram ao invento Múrcio Filho, da Engenharia de Computação, e Felipe Feitosa Soares, recém-graduado em Engenharia Elétrica. Com os vários testes, incluindo experimentações de voluntários e competições, o projeto chegou ao formato atual.

Atualmente, o aparelho ainda oferece serviço de GPS, que, via bluetooth, se conecta a um smartphone, permitindo traçar rotas para o usuário. Também conta com um “Botão do pânico”, que, acionado, indica a localização do usuário a números pré-estabelecidos.

Os testes, porém, continuam. Depois de provações no Instituto dos Cegos, portadores de deficiência visual da própria UFC utilizam o aparelho. Samuel conta buscar clínicas que atendem pessoas com visibilidade reduzida para parcerias que proporcionem novos testes.

Economia e sustentabilidade

Já o projeto que prevê o controle de energia elétrica é proposto pelos estudantes da Unifor. Funciona por meio de um dispositivo conectado à entrada da rede elétrica. Todo o consumo é guiado por meio do Monitor Autônomo de Consumo Inteligente: o M.O.A.C.I.

Com isso, avisos são enviados ao usuário através de aplicativos de smartphones, por exemplo, caso uma determinada meta esteja sendo atingida. Os criadores contam que na fase de comercialização, o projeto seria open hardware – isso é, aberto para quem queira fazer alterações.

O coordenador do projeto é Danilo Reis, professor do Núcleo de Aplicação em Tecnologia da Informação (Nati). O objetivo da equipe composta pelos estudantes Valdenir Sousa Severino, Jonathan Nascimento Madeira (ambos da Engenharia de Computação) e Tiago Carvalho Miranda (do curso de Audiovisual e Novas Mídias) é gerar uma startup e, consequentemente, ampliar o projeto, que seria capaz de mapear o consumo de energia pelos eletrodomésticos.

Democratização do conhecimento

O CodCad, dos estudantes do Farias Brito, por sua vez, visa à “democratização do conhecimento da programação”, como descreve um dos integrantes da equipe, o estudante João Guilherme Madeira Araújo. O projeto surgiu ainda em 2016, quando João Guilherme estava no 2º Ano no Ensino Médio e seus colegas, Rogério Aristida Guimarães Júnior e Lucca Siaudzionis, no 3º Ano.

O site era uma expansão de um projeto voltado para olimpíadas escolares em geral. O formato de blog incomodava o trio, que passou então a ter dicas com o professor Thiago Nepomuceno, da Faculdade Farias Brito (FFB).

Com a experiência do professor, surgiu o novo formato, que continua com foco em Olimpíadas, mas as da área de programação. Partindo do básico em programação, o site apresenta vídeo-aulas divididas em etapas. No fim, um exercício para por em prática as lições. A cada etapa avançada, o usuário ganha pontos, os XPs. Clique aqui e confira a plataforma.

Uma vitória na Imagine Cup, conta João Guilherme, ajudaria nas propostas de expansão do site. Traduzir para outras línguas, contratar profissionais para as vídeo-aulas, proporcionar competições entre os usuário, dentre outros.

Mais sobre a Imagine Cup

O vencedor da etapa nacional irá representar o Brasil entre 60 concorrentes na fase mundial, que ocorrerá em Seattle, nos Estados Unidos. O grande vencedor leva 100 mil dólares em financiamentos para o projeto. Além disso, recebe convite para a Microsoft Build 2018, conferência de desenvolvedores, e mentoria particular de Satya Nadella, CEO da Microsoft.